Um mutirão nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado à saúde da mulher realizou, neste fim de semana, mais de 200 mil procedimentos em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, incluindo mais de 3 mil procedimentos no Paraná.
Filas mais curtas e alívio para pacientes
Em Recife (PE), a dona de casa Maria do Bom Parto dos Passos, de 67 anos, conseguiu fazer um ultrassom pelo SUS depois de esperar cerca de um ano. "Eu já estava até desconfiada, porque fazia muito tempo, mas finalmente veio", relatou.
Em Belo Horizonte (MG), mulheres também aproveitaram o mutirão para colocar exames em dia e antecipar consultas e procedimentos que vinham sendo adiados.
Em Curitiba (PR), o sábado marcou o início do tratamento a laser de Maria Sueli Borges, costureira, após problemas no útero. Ela aguardava há quase seis meses para começar a terapia. "Qualquer antecipação é importante, porque a gente fica na expectativa e preocupada enquanto espera", afirmou.
Paraná ultrapassa 3 mil procedimentos
Dados do Ministério da Saúde apontam que só no Paraná o mutirão somou mais de 3 mil procedimentos, em unidades públicas e serviços contratados pelo SUS. As ações ocorreram em parceria com hospitais públicos, privados e filantrópicos.
No balanço nacional, a pasta informou que foram realizados mais de 200 mil procedimentos ao longo do fim de semana, sendo mais de 41 mil cirurgias. O foco foram exames, consultas especializadas e intervenções ligadas à saúde da mulher.
Exames, cirurgias e métodos contraceptivos
Para a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Mariângela Galvão Simão, o mutirão se insere nas ações do mês da mulher. "Por ser o mês da mulher, estamos oferecendo uma gama de exames, cirurgias e também implantes contraceptivos", explicou.
Diretor do Ministério da Saúde, Fernando Figueira avaliou que a estratégia ajuda a reduzir a demanda reprimida. "É o que há de mais moderno para a saúde da mulher. Muitas estão na fila aguardando semanas, meses, até anos. Vamos diminuir essas filas e, em alguns lugares, posso dizer que vamos zerar a espera por consultas, exames e procedimentos", declarou.
Cuidados devem continuar após o mutirão
A ginecologista Dulcinary Bittencourt, que atuou em atendimentos do mutirão, reforçou que a ação não substitui o acompanhamento regular. Segundo ela, é fundamental que as pacientes mantenham rotina de consultas e exames.
"O exame preventivo e a mamografia precisam entrar na rotina da mulher. Quando os resultados são normais, o preventivo pode ser feito anualmente e depois em intervalos de até cinco anos, mas sempre com acompanhamento médico", orientou a especialista, ao lembrar que a detecção precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido.
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