Nem Lima, capitão do Athletico no título brasileiro de 2001, criticou o esquema de jogo de Odair Hellmann, o atacante Viveros, o meia argentino Zapelli e a diretoria do clube durante o programa Os Donos da Bola desta terça-feira, na Band.
Críticas ao esquema de Odair Hellmann
Logo no início de sua participação, o ex-zagueiro mirou o modelo adotado pela equipe sob comando de Odair. Para ele, o Athletico tem atuação previsível e pouco criativa no setor ofensivo.
"O Athletico hoje parece estar jogando futsal. Você pega a bola no meio, joga no pivô lá na frente e corre todo mundo para frente. Se ele não segurar, acabou a estratégia", afirmou.
Na avaliação de Nem, o time depende demais de lançamentos diretos e não constrói jogadas com troca de passes e aproximação entre os setores. Ele considera que isso facilita o trabalho dos adversários.
Viveros isolado no comando de ataque
Ao falar sobre o centroavante colombiano Kevin Viveros, Nem disse que o atacante é prejudicado pelo jeito como a equipe se organiza em campo e ressaltou a capacidade do jogador para finalizar.
"Viveros, pelo amor de Deus, você é um grande jogador. Dessa forma como o Athletico está jogando hoje, vai ser muito difícil você fazer gols. Se você tiver dois meias com qualidade para colocar você na frente para fazer o gol, você sabe fazer. Agora não dá para deixar você brigando com o zagueiro", declarou.
Segundo o ex-capitão, o Athletico precisa qualificar o meio-campo para que o camisa 9 receba bolas em condição de concluir, e não apenas disputando fisicamente com os defensores.
Zapelli e a cobrança por mais intensidade
Nem também comentou a situação do meia argentino Agustín Zapelli, o "El Mago", expulso na partida contra o Fluminense. Ele questionou a postura do jogador em campo.
"Nem varinha de mago existe. A gente já vem falando do Zapelli há muito tempo. É muito sono, é muita preguiça. Parece um cara que não está nem aí para o jogo", disparou.
Para o ex-zagueiro, Zapelli tem recursos técnicos, mas precisa demonstrar mais intensidade, participação sem a bola e compromisso com o ritmo da partida.
Diretoria também vira alvo
As críticas não ficaram restritas ao desempenho em campo. Nem direcionou recados à cúpula do Athletico e cobrou mais ação dos dirigentes.
"Você quer que eu dê uma nota lá? Nem precisa falar. Eles estão fazendo o papel deles: nada", disse, ao comentar o trabalho da diretoria.
Na visão do ex-capitão, a falta de atuação mais firme nos bastidores reflete no desempenho do time. Com o peso de ter levantado a taça do Brasileiro de 2001, ele cobrou uma postura mais competitiva do clube nas próximas partidas.
Quem foi Nem Lima
Rinaldo Francisco de Lima, o Nem Lima, nasceu em Recife e construiu uma carreira sólida como zagueiro. Ficou marcado no futebol paranaense principalmente pelo título do Campeonato Brasileiro de 2001 com o Athletico, onde era o capitão da equipe.
Revelado na Desportiva Vitória, ganhou projeção ao passar pelo São Paulo nos anos 90. Também teve destaque no Paraná Clube, onde conquistou a Série B em 2000.
Após o título histórico pelo Athletico, seguiu carreira no Atlético Mineiro e depois atuou por quatro temporadas no Braga, de Portugal, onde recebeu elogios do técnico José Mourinho.
Encerrou a carreira como jogador em 2009 e passou a atuar como treinador e auxiliar técnico em clubes menores. Em Curitiba, também abriu um bar temático ligado ao Athletico, clube onde viveu o auge da carreira.
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