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Nova isenção do IR até R$ 5 mil não vale para declaração atual

Receita divulga regras do IRPF 2026 na segunda; contribuinte precisa atenção ao calendário e aos documentos para evitar erros

Bruno Henrique
BRUNO HENRIQUE

11/03/2026 • 14:42 • Atualizado em 11/03/2026 • 14:42

A Receita Federal vai divulgar, na próxima segunda-feira, as regras da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, cujo prazo de entrega começa na próxima semana para contribuintes de todo o país e seguirá até o fim de maio.

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Uma das principais dúvidas neste ano é sobre a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A alteração, porém, não vale para a declaração que será enviada agora.

Nova faixa de isenção só vale nas declarações futuras

A declaração entregue em 2026 se refere aos rendimentos recebidos em 2025. Por isso, a ampliação da faixa de isenção só deve ter efeito prático na declaração de 2027, relativa ao ano-calendário de 2026.

Na prática, o contribuinte que vai prestar contas neste ano continua sujeito às regras atualmente em vigor, mesmo que seu salário mensal esteja dentro do limite de R$ 5 mil previsto para a isenção.

Outro ponto importante é que, mesmo quem não paga imposto pelo critério da faixa de renda, pode ser obrigado a declarar por outros motivos, como volume de bens, aplicações financeiras ou operações na bolsa, conforme as regras definidas pela Receita Federal.

Documentos necessários para preencher o IRPF 2026

Para evitar erros e reduzir o risco de cair na malha fina, a orientação é separar toda a documentação com antecedência. Informes de rendimentos, extratos bancários e comprovantes de despesas compõem a lista básica para o preenchimento correto.

Entre os principais documentos estão:

  • CPF e comprovante de endereço do contribuinte e de seus dependentes;
  • Recibo da declaração do Imposto de Renda do ano anterior;
  • Informes de rendimentos fornecidos por empregadores, bancos, corretoras e pelo INSS;
  • Extratos de contas bancárias e de investimentos;
  • Comprovantes de despesas com saúde, educação e previdência privada.

Organização ajuda na restituição e evita problemas

Despesas dedutíveis, como gastos médicos, mensalidades escolares e contribuições para previdência privada, podem reduzir o valor a pagar ou aumentar a restituição, desde que o contribuinte consiga comprová-las com notas e recibos.

Quem entregar a declaração mais cedo e sem inconsistências tende a receber a restituição nos primeiros lotes, que devem começar a ser pagos no fim de maio. Por isso, organização e atenção no preenchimento são decisivas para evitar pendências com o Fisco e garantir que eventuais valores a restituir cheguem mais rapidamente à conta.