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Novo protocolo amplia opções de tratamento para asma

Doença comum, mas potencialmente fatal, ganha dois remédios para quadros graves

Por Redação
REDAÇÃO

13/05/2026 • 13:55 • Atualizado em 13/05/2026 • 13:58

Um novo protocolo de tratamento para a asma amplia as opções terapêuticas para pacientes com a doença. O texto de apresentação do protocolo reforça que "a doença é considerada comum e pode ser controlada, mas se não for tratada de forma correta pode levar à morte".

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O documento atualiza as recomendações ao incluir dois novos medicamentos, voltados principalmente aos casos graves. Assim, o manejo clínico passa a contar com mais alternativas para pessoas que apresentam sintomas intensos e maior risco de complicações.

Segundo as informações divulgadas, os novos remédios já receberam aprovação das autoridades de saúde, mas ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, não há prazo definido para que essas terapias passem a ser ofertadas na rede pública.

Para pacientes com quadros leves e moderados de asma, o protocolo não traz grandes alterações em relação às práticas já adotadas no dia a dia dos serviços de saúde. Nesses casos, os médicos seguem ajustando o tratamento de acordo com a resposta clínica e o histórico de cada pessoa.

Doença comum, mas que exige acompanhamento

Profissionais de saúde ressaltam que a asma pode afetar crianças, adultos e idosos, e costuma acompanhar o paciente por vários anos. Com acompanhamento adequado, contudo, é possível manter os sintomas sob controle e reduzir o impacto da doença na rotina.

Quando não recebe tratamento correto, o quadro pode se agravar, com crises de falta de ar, necessidade de atendimento de urgência e risco aumentado de desfechos graves. Por isso, especialistas orientam que pessoas com chiado no peito, tosse persistente ou dificuldade para respirar procurem avaliação médica.

Especialistas avaliam impacto das mudanças

Na avaliação de pneumologistas, a principal contribuição do novo protocolo está em oferecer alternativas adicionais para quem mantém sintomas, mesmo com o uso regular das medicações já prescritas, ampliando o leque de estratégias disponíveis para o manejo da doença.

Ainda assim, especialistas lembram que a atualização das diretrizes não substitui a necessidade de diagnóstico preciso, revisão periódica das receitas e orientação sobre o uso correto dos medicamentos. Também é fundamental identificar e evitar fatores que desencadeiam crises, como poeira doméstica e fumaça de cigarro.

O tema mobiliza entidades médicas em todo o país, entre elas a associação paranaense de pneumologistas, presidida pelo pneumologista Ricardo Alves. Essas organizações costumam participar de debates técnicos e campanhas de conscientização voltadas ao diagnóstico precoce e ao controle adequado da asma.