Há 17 anos no Brasil, a ONG Make-A-Wish, braço de uma organização sem fins lucrativos presente em cerca de 50 países, realiza sonhos de crianças e adolescentes com doenças graves e mudou a história de Pedro Henrique, que enfrentou leucemia ainda na adolescência.
Leucemia na adolescência e rotina de hospital
Pedro Henrique recebeu o diagnóstico de leucemia aos 12 anos. A partir dali, o hospital virou parte da rotina e a luta contra a doença se estendeu por anos, com internações frequentes e tratamentos intensivos.
Hoje psicólogo, ele recorda que o impacto não foi apenas físico. A mudança brusca de vida, o afastamento da escola e dos amigos e a incerteza sobre o futuro afetaram profundamente seu emocional e o da família.
Sonho realizado em show de Justin Bieber
Em meio ao tratamento, a história de Pedro ganhou um capítulo diferente. Por meio de uma reportagem, ele conheceu a Make-A-Wish, que se dedica a realizar sonhos de crianças e adolescentes com doenças graves.
Segundo o relato, o desejo era claro: assistir a um show do cantor Justin Bieber em São Paulo. Com o apoio da ONG, o pedido saiu do papel. A viagem, o espetáculo e todo o cuidado envolvido transformaram a experiência em uma lembrança positiva ligada ao período da doença e superou as expectativas da família.
Casos como o de Pedro ilustram o objetivo da instituição de inserir momentos de alegria e esperança em uma fase marcada por exames, medicamentos e incertezas.
Impacto emocional para crianças com doenças raras
No Brasil, entre 13 e 15 milhões de pessoas convivem com alguma doença rara, a maioria diagnosticada ainda na infância. Além dos desafios físicos, o impacto psicológico atinge pacientes e familiares, que precisam lidar com tratamentos longos, incertezas e limitações na rotina.
Nesse contexto, ações voltadas à realização de sonhos se tornam um reforço importante. De acordo com a Make-A-Wish, experiências positivas vividas durante a doença ficam marcadas para toda a vida e podem influenciar a forma como a criança enfrenta o tratamento.
CEO da organização no Brasil, Juliana Ayrosa destaca a importância do trabalho para as famílias. Segundo ela, estudos internos da ONG indicam que crianças que participaram de iniciativas de realização de sonhos responderam melhor ao tratamento médico.
Projeto criado em 1980 depende de voluntários
O primeiro sonho realizado pela Make-A-Wish ocorreu em 1980. Desde então, o projeto se expandiu para cerca de 50 países e chegou ao Brasil há 17 anos, atendendo crianças e adolescentes em diferentes regiões do país.
Para manter as atividades, a ONG depende da parceria com empresas e do trabalho de voluntários, que ajudam desde a captação de recursos até a organização das experiências com os pacientes.
A instituição afirma que o objetivo é proporcionar momentos de alegria em meio ao tratamento e criar lembranças positivas para as crianças e seus familiares, multiplicando histórias como a de Pedro Henrique.
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