A Polícia Civil do Paraná deflagrou na manhã desta terça-feira uma operação contra um grupo criminoso responsável por aplicar o chamado golpe do presente. A investigação aponta que a organização movimentou mais de R$ 14 milhões e fez ao menos 270 vítimas somente no Paraná.
A ação conta com apoio da Polícia Civil de São Paulo e ocorre em São Bernardo do Campo, Diadema e na capital paulista. Ao todo, são 41 mandados de prisão, 90 de busca e apreensão e 41 ordens de bloqueio de contas bancárias.
Como o golpe funcionava
Segundo a PCPR, os criminosos se passavam por floriculturas ou lojas de chocolate e abordavam pessoas que faziam aniversário. As vítimas eram informadas de que havia um presente a ser entregue, mediante pagamento de uma suposta taxa de motoboy.
As transações eram realizadas em máquinas de cartão adulteradas com softwares que captavam os dados bancários e as senhas das vítimas. Em outro modelo do golpe, valores altos eram cobrados sem que a vítima percebesse ou havia troca do cartão por outro do mesmo banco.
Esquema de ocultação de valores
Após os golpes, o dinheiro era pulverizado rapidamente para contas de laranjas, dificultando o rastreamento pelas instituições financeiras e pela polícia. A apreensão de 12 máquinas adulteradas em Curitiba, em junho, ajudou a identificar a estrutura da organização.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema.
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