Band Paraná

Operação Sextortion mira quadrilha que lucrou R$ 4 mi em 2 meses

Polícia Civil do Paraná prende cinco suspeitos de extorsão com fotos íntimas em operação simultânea em cinco estados

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

21/05/2026 • 14:04 • Atualizado em 22/05/2026 • 17:07

A Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta quinta-feira a Operação Sextortion, ação nacional que prendeu cinco suspeitos de integrar uma organização criminosa que teria movimentado cerca de R$ 4 milhões em dois meses em golpes de extorsão com fotos íntimas, com vítimas em diferentes estados brasileiros.

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Segundo as investigações, pelo menos 20 pessoas já foram alvo do grupo, que atuava pela internet abordando vítimas em redes sociais e, depois, chantageando-as com a ameaça de divulgar imagens particulares.

Como funcionava o golpe

A Polícia Civil chegou à quadrilha após identificar uma vítima em Palmas, no sudoeste do Paraná. De acordo com a corporação, a mulher foi abordada por um perfil em rede social identificado como "David Green", que usava fotos de terceiros e se apresentava como médico em missão de paz na Síria.

Depois de conquistar a confiança da vítima, com conversas frequentes e até promessa de casamento, o suspeito passou a pedir depósitos em dinheiro. Quando ela desconfiou da história, o contato se transformou em ameaça: ele teria exigido novos pagamentos sob o risco de divulgar fotos íntimas. O prejuízo dessa vítima passou de R$ 60 mil, segundo a polícia.

Operação em cinco estados

Com base nesse caso, a Polícia Civil do Paraná identificou uma estrutura criminosa organizada, com integrantes responsáveis tanto pela abordagem das vítimas quanto pela lavagem do dinheiro em nível nacional. A corporação representou à Justiça por mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o grupo.

As ordens judiciais foram cumpridas de forma simultânea em cidades de cinco estados: Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. Os policiais apreenderam materiais que devem ajudar a identificar outros participantes da rede e a mapear os locais de aplicação dos golpes.

Quadrilha dividia funções e pode ter mais vítimas

Os investigadores apuram a atuação de um grupo com divisão clara de funções, entre quem fazia o primeiro contato virtual e quem operava a movimentação financeira do esquema. A estimativa é de que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 4 milhões no período de dois meses, valor que pode aumentar com a identificação de novas vítimas.

Na etapa desta quinta-feira, o objetivo da Operação Sextortion foi reunir provas para chegar a outros integrantes da organização, localizar novos alvos do golpe e buscar a reparação dos danos. O crime praticado é conhecido como "sextorsão", quando criminosos usam conteúdo íntimo das vítimas para exigir pagamentos sob ameaça de exposição.