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OVNIs no Paraná: casos famosos de discos voadores no estado

Estado tem registros em Curitiba, Campo Largo, Chopinzinho, Prudentópolis, Maringá e Bocaiúva do Sul

Da redação
DA REDAÇÃO

02/06/2026 • 12:17 • Atualizado em 02/06/2026 • 21:46

Círculos em plantação de trigo em Prudentópolis, em 2015

Círculos em plantação de trigo em Prudentópolis, em 2015

Foto: Divulgação/Revista UFO

O possível OVNI em Campo Largo reacendeu a curiosidade dos paranaenses sobre discos voadores, objetos luminosos no céu e relatos misteriosos no estado. O assunto ganhou força nas redes sociais, virou tema em portais e trouxe de volta casos antigos que fazem parte do imaginário ufológico do Paraná.

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Curitiba, Campo Largo, Chopinzinho, Prudentópolis, Maringá e Bocaiúva do Sul aparecem em diferentes episódios ligados ao tema. Há relatos de objetos luminosos, desenhos em plantações, vídeos gravados por moradores e até um projeto turístico conhecido como “ovniporto”.

Curitiba é citada como capital dos discos voadores

Segundo dados publicados pelo site da AERP, Curitiba é considerada a capital oficial dos discos voadores no Brasil. A capital paranaense teria mais de 80 registros de avistamentos de OVNIs, dentro de um conjunto de cerca de 800 arquivos sobre o tema computados pela Aeronáutica.

A explicação apontada por especialistas ouvidos sobre o tema estaria ligada à presença de um comandante do Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo, o Cindacta, em Curitiba.

Com a abertura de arquivos da Força Aérea Brasileira, Curitiba e Região Metropolitana passaram a reunir dezenas de casos documentados oficialmente entre as décadas de 1950 e 2016. A maior parte desses registros é apontada a partir dos anos 2000.

Agroglifos chamaram atenção no interior do Paraná

Caso em Chopinzinho no Sudoeste do Paraná em 2015

Caso em Chopinzinho no Sudoeste do Paraná em 2015

Além dos relatos de luzes no céu, o Paraná também já registrou casos de desenhos misteriosos em áreas rurais. Em julho de 2015, círculos apareceram em uma lavoura de trigo em Chopinzinho, no Sudoeste do Estado.

Meses depois, em outubro de 2015, outro caso chamou atenção em Prudentópolis, na região dos Campos Gerais. Um conjunto de desenhos, formado por círculos e uma elipse, foi encontrado em uma chácara às margens da BR-277.

O desenho tinha cerca de 80 metros de comprimento e repercutiu entre moradores e ufólogos. Na comunidade especializada em UFOs, esse tipo de formação é chamado de agroglifo, nome dado a desenhos geométricos encontrados normalmente em áreas rurais.

Caso José Higgens é um dos mais antigos do Brasil

Um dos relatos mais conhecidos do Paraná é o Caso José Higgens, registrado em julho de 1947, na antiga Colônia Goio-Bang, hoje município de Luiziana.

O agricultor José Higgens relatou ter visto um objeto metálico em forma de cúpula pousar perto de sua lavoura. Segundo o relato, ele também teria encontrado seres estranhos usando roupas isolantes.

O episódio é considerado um dos primeiros registros de OVNI no Paraná e um dos mais antigos do Brasil.

Maringá teve registro na Noite dos OVNIs

Outro caso marcante ocorreu em 19 de maio de 1986, data conhecida nacionalmente como a Noite dos OVNIs. Na ocasião, dezenas de objetos voadores não identificados teriam sido perseguidos por caças da Força Aérea Brasileira.

No Paraná, o caso teve repercussão em Maringá. O cinegrafista João Batista Siqueira, conhecido como Foguinho, registrou em vídeo um ponto luminoso no céu. O material ganhou repercussão nacional e passou a integrar a memória dos relatos ufológicos no estado.

Madrugada dos OVNIs marcou Curitiba em 1996

Curitiba também teve uma madrugada marcada por relatos de objetos luminosos. No fim de março de 1996, moradores de bairros como Seminário, Novo Mundo e Vila Isabel relataram avistamentos em uma mesma noite.

Os relatos descreviam objetos grandes, luminosos, com cores alternadas e deslocamento em alta velocidade. O episódio ficou conhecido entre interessados no tema como a Madrugada dos OVNIs.

Bocaiúva do Sul tentou criar um ovniporto

O Paraná também teve uma tentativa curiosa de transformar o interesse por discos voadores em atração turística. Em 2002, Bocaiúva do Sul, município a cerca de 40 quilômetros de Curitiba, anunciou o projeto de um “ovniporto”.

A proposta foi lançada pelo então prefeito Élcio Berti. A ideia era construir a primeira base do Brasil dedicada ao pouso de objetos voadores não identificados.

O espaço foi projetado para receber até oito naves espaciais e tinha como objetivo fomentar o turismo ufológico na região. Segundo a proposta apresentada na época, o investimento seria bancado por entusiastas e especialistas em ufologia, sem uso de verba pública.

O ovniporto não foi concretizado como anunciado, mas a proposta virou uma das histórias mais curiosas do interior do Paraná. Até hoje, a ideia é lembrada quando o assunto é ufologia, discos voadores e turismo ufológico no estado.

Campo Largo reacende debate sobre OVNIs no Paraná

O caso mais recente que voltou a movimentar o tema foi registrado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Um vídeo feito na área rural do município mostra um objeto luminoso sobre a linha dos morros, na direção de São Luiz do Purunã.

O registro viralizou nas redes sociais, foi exibido no Bora Paraná e passou a ser analisado por páginas especializadas em UFOs. Depois da repercussão, outros vídeos também começaram a circular, incluindo registros feitos em Curitiba.

Apesar dos relatos, vídeos e registros históricos, não há confirmação sobre a origem dos objetos vistos nas imagens. O que existe, até agora, é uma sequência de casos que mantém o Paraná entre os estados mais lembrados quando o assunto é OVNI, disco voador e fenômenos misteriosos no céu.

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