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Trabalhadores do transporte público de Curitiba entram em greve

Trabalhadores da Auto Viação Mercês cruzaram os braços por atraso de salários e benefícios

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

14/01/2026 • 09:13 • Atualizado em 14/01/2026 • 09:13

Trabalhadores do transporte público cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira, 14, em Curitiba. A paralisação envolve funcionários da empresa Auto Viação Mercês, também conhecida como Orlando Bertoldi, e afeta principalmente linhas que atendem os bairros Santa Felicidade e São Braz.

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Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana, o movimento foi deflagrado por atrasos no pagamento de salários e benefícios que se arrastam desde novembro de 2025. Parte dos valores teria sido depositada, mas entre 30% e 40% dos salários segue em atraso, incluindo encargos como o FGTS.

Atrasos e condições de trabalho

O sindicato também aponta que os trabalhadores enfrentam condições precárias de manutenção dos ônibus, o que teria agravado a situação e contribuído para a decisão pela paralisação.

Plano emergencial

Em nota, a Urbs informou que executa um plano emergencial, com realocamento temporário de linhas afetadas para outras empresas concessionárias do sistema. Ainda de acordo com a Urbs, não há previsão de normalização do serviço.

A autarquia ressaltou que a relação trabalhista é de responsabilidade da empresa operadora. A Auto Viação Mercês não se manifestou até o momento.

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