O Governo do Paraná autorizou nesta quarta-feira (15) o início da temporada de pinhão no Estado, liberando a colheita e a comercialização da semente da araucária tanto para consumo humano quanto para uso em sementeiras, conforme calendário definido pelo Instituto Água e Terra (IAT).
Nova regra encurta período de colheita
De acordo com o IAT, o novo calendário é mais curto do que o adotado até o ano passado, quando o ciclo da semente começava em 1º de abril. A mudança busca garantir que a extração ocorra com os pinhões mais desenvolvidos.
O órgão ambiental afirma que o objetivo é proteger o ciclo reprodutivo da araucária, espécie símbolo do Paraná, ao mesmo tempo em que procura conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente.
A colheita e a venda fora do período autorizado seguem proibidas. Quem desrespeitar as regras ambientais está sujeito a multa de R$ 300 a cada 50 quilos de pinhão apreendidos, além da perda do produto.
Risco ao consumir pinhão verde
Técnicos do IAT relatam que já observaram casos de pessoas coletando pinhas ainda verdes, antes do ponto de maturação adequado. Segundo o órgão, essa prática representa risco à saúde e pode favorecer a presença de fungos nas sementes.
"Indicamos sempre à população a compra de pinhas que já estão com aspecto mais marrom-avermelhado, aquelas que caem naturalmente das árvores", orienta o IAT.
O instituto recomenda que os consumidores fiquem atentos à procedência do produto e priorizem a aquisição em pontos de venda regularizados, que respeitam o calendário oficial de colheita.
Pinhão movimenta economia no interior
Em 2024, a cultura do pinhão movimentou R$ 25,7 milhões no Paraná, segundo dados do governo estadual. A atividade tem peso especial para pequenos produtores e comunidades tradicionais do interior.
Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão, responsável por 17,5% do total, Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).
O IAT reforça que o respeito ao calendário de colheita é fundamental para manter a oferta do fruto nas próximas safras e preservar as florestas de araucária, que fazem parte da identidade cultural e ambiental do Paraná.
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