Band Paraná

Paraná amplia proteção de bebês com vacina contra vírus respiratório

Estado atinge 89,24% de cobertura em gestantes e reforça uso de nirsevimabe e vacinas de rotina

Da redação
DA REDAÇÃO

12/05/2026 • 23:33 • Atualizado em 12/05/2026 • 23:33

Gestantes: Paraná aplicou mais de 50 mil doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório

Gestantes: Paraná aplicou mais de 50 mil doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório

Foto: AEN

O Paraná se destaca na proteção de bebês ao vacinar gestantes a partir da 28ª semana contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte das bronquiolites em crianças, com 17.847 doses aplicadas desde dezembro de 2025 e 34.883 aplicações apenas nos três primeiros meses de 2026 em todo o Estado.

Compartilhar

Aplicado em dose única, o imunizante tem como objetivo proteger o bebê nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças como bronquiolite e pneumonia. Ao receber a vacina, a gestante transfere anticorpos ao feto pela placenta, reduzindo o risco de formas graves da infecção.

Cobertura acima de 89% em gestantes

Até março de 2026, a cobertura vacinal contra o VSR entre gestantes no Paraná chegou a 89,24%. A meta é reduzir atendimentos e internações por complicações respiratórias em recém-nascidos e crianças pequenas, especialmente nos meses mais frios do ano.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a bronquiolite é uma das principais causas de internação respiratória em bebês no Paraná. Em 2025, os maiores volumes de procedimentos ocorreram entre maio e agosto, com pico em junho, quando os hospitais registraram 888 atendimentos relacionados à doença.

O VSR é apontado como o principal causador da bronquiolite e uma das maiores causas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em bebês, principalmente nos menores de seis meses. Os sintomas podem começar como um resfriado comum e evoluir rapidamente para quadros graves, exigindo internação.

Nirsevimabe protege prematuros e crianças com comorbidades

Outra frente importante no combate à bronquiolite é o uso do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que oferece proteção direta contra o VSR. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ele é destinado a recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e 6 dias de gestação e a crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas ou imunocomprometimento grave.

Desde fevereiro de 2026, o Paraná aplicou 2.856 doses de nirsevimabe 50 mg e 1.222 doses de nirsevimabe 100 mg. A Sesa orienta que pais e responsáveis procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para verificar se a criança se enquadra nos critérios e garantir a proteção.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, reforça que bebês e crianças pequenas são o público mais suscetível a complicações respiratórias. Segundo ele, é fundamental avançar na proteção das crianças no período de maior circulação de vírus respiratórios e ele afirma que o Estado está ampliando o acesso à imunização e fortalecendo estratégias para reduzir casos graves e internações.

Na avaliação de Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, a imunização contribui para diminuir complicações causadas pelos vírus respiratórios, sobretudo entre bebês e crianças. Ela destaca que o Estado acompanha continuamente o cenário das doenças respiratórias e organiza a rede de atendimento para o período de maior demanda.

Gripe, Covid e calendário vacinal em dia

Além da proteção específica contra o VSR, a Sesa reforça a importância de manter a vacinação de rotina atualizada, especialmente contra gripe (influenza) e Covid-19. No Paraná, já foram aplicadas 1.352.341 doses da vacina contra a influenza, ampliando a proteção entre os públicos mais vulneráveis.

A vacinação contra a Covid-19 também integra o cuidado com gestantes e crianças. O imunizante está disponível para gestantes em qualquer idade gestacional e ajuda a proteger mãe e bebê. A cobertura nesse grupo ainda é de 29,21%, o que leva a Secretaria a orientar que essas mulheres procurem as Unidades Básicas de Saúde e mantenham a carteira vacinal atualizada.

Crianças de 6 meses a menores de 5 anos também devem ser vacinadas contra a Covid-19, com esquema de três doses, aplicadas aos 6, 7 e 9 meses de idade, conforme o calendário definido.

Para Virgínia Dobkowski Franco dos Santos, chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, vacinar durante a gestação é uma forma de proteger o bebê ainda nos primeiros meses de vida. Ela ressalta que é importante que as gestantes mantenham o calendário em dia e procurem os serviços de saúde.

A Sesa ainda orienta medidas simples para evitar a transmissão de vírus respiratórios, como higienizar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas com sintomas gripais, manter ambientes ventilados e não expor recém-nascidos a aglomerações. Com a queda das temperaturas, a recomendação é redobrar os cuidados e ficar atento a sinais de alerta, como dificuldade para respirar, chiado no peito e recusa alimentar, buscando atendimento médico o mais rápido possível nesses casos.