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Paraná confirma dois casos de intoxicação por metanol e investiga quatro

Pacientes são de Curitiba, Foz do Iguaçu, Cruzeiro do Oeste e Maringá. Ministério da Saúde enviou antídoto ao Estado e Polícia Civil investiga origem das bebidas.

Da redação
DA REDAÇÃO

06/10/2025 • 14:57 • Atualizado em 06/10/2025 • 14:57

Intoxicação por metanol: Paraná reforça investigação e orientações após confirmações

Intoxicação por metanol: Paraná reforça investigação e orientações após confirmações

Foto: PCPR

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nesta segunda-feira (6) dois casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Ambos os pacientes são homens, moradores de Curitiba, com 60 e 71 anos, que permanecem internados em estado grave na capital.

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Outros quatro casos estão sob investigação: um homem de 36 anos, de Curitiba; uma mulher de 31, de Foz do Iguaçu; um jovem de 19, de Cruzeiro do Oeste; e um homem de 37, de Maringá. A paciente de Foz do Iguaçu já teve alta hospitalar. As amostras biológicas dos demais seguem em análise pela Polícia Científica do Paraná.

Segundo a Sesa, os exames foram solicitados conforme protocolo estadual. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, afirmou que o Paraná segue vigilante e com monitoramento técnico de todos os casos suspeitos em conjunto com as secretarias municipais.

Antídoto enviado ao Estado

O Ministério da Saúde enviou 160 ampolas de etanol farmacêutico, usado como antídoto no tratamento da intoxicação por metanol. O produto é encaminhado diretamente aos hospitais que registram casos confirmados.

O tratamento inclui uma dose inicial, chamada de “dose de ataque”, e doses de manutenção que podem se estender por até 24 horas, dependendo do quadro clínico. Um paciente de 100 quilos, por exemplo, pode necessitar até 100 ampolas em um único tratamento.

Dois pacientes paranaenses já receberam o antídoto, utilizando integralmente o lote enviado. O Estado aguarda novo envio pelo governo federal.

Polícia investiga origem das bebidas

De forma conjunta, a Sesa e a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) intensificaram o rastreamento da origem das bebidas suspeitas. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Científica atuam nas investigações.

Em Curitiba, uma vistoria foi feita no local onde o primeiro paciente teria comprado a bebida. Garrafas foram apreendidas e enviadas para análise. A principal hipótese é que o próprio consumidor tenha misturado álcool combustível à bebida, o que teria causado a intoxicação.

Até o momento, não há indícios de circulação de bebidas adulteradas no comércio.

Sintomas e sinais de alerta

O metanol não altera o cheiro ou sabor da bebida, o que torna a identificação difícil. Os sintomas iniciais podem surgir entre 6 e 24 horas após a ingestão e incluem:

Dor de cabeça, náuseas e vômitos;

Sonolência e falta de coordenação;

Tontura e confusão mental.

Após 24 horas, podem ocorrer sintomas graves, como:

Dor abdominal intensa;

Alterações visuais (visão turva ou perda total da visão);

Dificuldade respiratória;

Convulsões e coma.

A Sesa orienta que, ao surgirem sintomas, o paciente procure imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital.

Telefones dos Centros de Informação Toxicológica

CIATox Curitiba: 0800 041 0148

CIATox Londrina: (43) 3371-2244

CIATox Maringá: (44) 3011-9127

CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

Prevenção

A Sesa reforça que bebidas devem ser compradas apenas em locais de confiança e com lacres e selos fiscais intactos. Produtos com rótulos borrados, preços muito abaixo do normal ou sem selo do IPI devem ser evitados.

Em caso de suspeita, o órgão orienta que consumidores comuniquem o Centro de Informação Toxicológica mais próximo.