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Paraná lidera gastos com desastres naturais no Brasil

Secas, enchentes e tornados somam R$ 131 bilhões entre 2013 e 2025

Pedro Talin
PEDRO TALIN

28/05/2026 • 15:12 • Atualizado em 28/05/2026 • 15:48

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que o Paraná foi o estado que mais teve gastos com desastres naturais no Brasil entre 2013 e 2025, com prejuízos de R$ 131 bilhões causados por secas, enchentes e até tornados.

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No mesmo período, segundo a entidade, o país acumulou perdas de R$ 785 bilhões relacionadas a eventos extremos, o que reforça o impacto desses fenômenos na economia e na rotina das cidades brasileiras.

O estudo mostra que a região Sul é a mais afetada, e o Paraná concentra parte relevante desses danos financeiros, por registrar ocorrências frequentes e de grande intensidade em diferentes anos.

Eventos extremos recentes no estado

Entre os casos mais recentes no Paraná está o tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, em novembro de 2025, apontado no levantamento como o desastre de maior destaque no estado.

No fim de 2023, enchentes em União da Vitória também entraram para a lista de ocorrências graves, enquanto nos anos de 2020 e 2021 uma seca prolongada afetou diversos municípios paranaenses.

Por que o Sul é tão afetado

Segundo a professora Alice Marlene Grimm, a região Sul aparece com mais impactos porque a posição geográfica dos estados favorece a ocorrência de diferentes tipos de fenômenos, que vão da falta de chuva a temporais intensos.

Ela destaca que essa combinação faz com que os municípios convivam, em sequência, com estiagens prolongadas, enchentes e ventos fortes, o que amplia os prejuízos acumulados ao longo dos anos.

El Niño deve trazer novos riscos em 2026

Para 2026, a perspectiva é de novos episódios de instabilidade. Conforme ressalta Grimm, a atuação do fenômeno El Niño eleva a temperatura das águas do oceano Pacífico e tende a aumentar as chuvas na região Sul, especialmente durante a primavera.

Com a previsão de mais chuva e eventos extremos, os dados da CNM e as projeções climáticas devem orientar o planejamento de obras de infraestrutura e de medidas de proteção à população mais vulnerável nos municípios paranaenses.