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Paraná lidera produção nacional de mel, aponta IBGE

Estado respondeu por 14,6% da produção do país; Arapoti e Ortigueira se destacam no ranking

Da redação
DA REDAÇÃO

02/10/2025 • 18:30 • Atualizado em 02/10/2025 • 18:30

Paraná lidera produção nacional de mel em 2024, aponta IBGE

Paraná lidera produção nacional de mel em 2024, aponta IBGE

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST-PR

O Paraná se consolidou como o maior produtor de mel do Brasil em 2024. Segundo o levantamento do IBGE, o estado produziu 9,8 mil toneladas, volume 16% superior ao registrado em 2023. Os dados fazem parte do Boletim Semanal do Deral, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

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Com esse resultado, o Paraná passou a responder por 14,6% da produção nacional de mel, seguido por Piauí (12,6%), Rio Grande do Sul (12%), Minas Gerais (10,9%), São Paulo (10%) e Ceará (9%).

Municípios em destaque

Dois municípios paranaenses figuram entre os maiores produtores do país:

Arapoti, com 1.125.130 quilos, ocupa o segundo lugar no ranking nacional.

Ortigueira, com 805 mil quilos, aparece em quinto lugar.

Ambos estão localizados nos Campos Gerais, região que concentra forte produção apícola.

Produção nacional em alta

De acordo com o IBGE, a produção nacional atingiu 67.304 toneladas em 2024, o maior volume da série histórica iniciada em 2016. O veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva, do Deral, destacou que os bons resultados foram alcançados mesmo diante de adversidades como clima, uso de agrotóxicos e desmatamentos.

Exportações e soja

O boletim também apontou recuo nas exportações de soja do Paraná, que caíram 11% entre janeiro e agosto de 2024, totalizando 11,15 milhões de toneladas. A queda foi atribuída à redução da demanda da China. No cenário nacional, houve aumento de 3% nas exportações do grão.

O plantio da nova safra já atingiu 26% da área estimada de 5,77 milhões de hectares.

Trigo: queda nos preços e na área plantada

O cenário para o trigo é de retração. A saca do cereal caiu para R$ 65 no início de outubro, abaixo dos custos variáveis de R$ 74,64 por saca. A redução nos preços levou a uma diminuição de 25% na área plantada, que ficou em 825 mil hectares. A produção prevista é de 2,68 milhões de toneladas.

Com 53% da área já colhida, a oferta chegou a 1 milhão de toneladas em setembro e deve dobrar até o fim do mês. Especialistas avaliam que os preços devem continuar pressionados pelas colheitas no Rio Grande do Sul e na Argentina.

Gramados e plantas ornamentais

O Paraná também se destaca na produção de gramados e plantas perenes ornamentais, com renda bruta de R$ 164,7 milhões em 2024. A região de Maringá lidera a produção de gramas (28,3%), seguida por Curitiba (24,5%), Londrina (16,1%) e Cascavel (14%).

No setor de ornamentais, foram produzidas 1,72 milhão de unidades, movimentando R$ 35,2 milhões. As regiões de Curitiba e Maringá concentram a maior parte da produção.

Suínos e bovinos

A suinocultura apresentou crescimento expressivo na criação de animais para reprodução, com alta de 33,9% em 2024. Ouro Verde do Oeste lidera a produção (21,6%), seguida por Toledo (16,7%) e São Pedro do Iguaçu (8,9%).

Na pecuária, as exportações de carne bovina mantêm preços valorizados. Em agosto, o Brasil embarcou 295 mil toneladas, gerando US$ 1,6 bilhão. No atacado paranaense, o dianteiro foi comercializado a R$ 18,33/kg, alta de 32% em relação a 2023, enquanto o traseiro atingiu R$ 24,95/kg, aumento de 15%.

Produção de frango

O custo de produção do frango vivo no Paraná ficou em R$ 4,59/kg em agosto, valor inferior ao de outros estados produtores. A alimentação representa 64% do custo total e foi de R$ 2,94/kg.

O preço médio do frango ao produtor ficou em R$ 4,92/kg, retração de 1,8% em relação a julho, mas 6% acima do registrado em agosto do ano passado.