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Paraná reforça alerta para prevenção da raiva durante período mais quente

Estado registra 59 morcegos positivos para a doença em 2025

Da redação
DA REDAÇÃO

09/01/2026 • 10:24 • Atualizado em 09/01/2026 • 10:24

Calor intensifica presença de morcegos e Saúde alerta para cuidados com a raiva

Calor intensifica presença de morcegos e Saúde alerta para cuidados com a raiva

Foto: Tatiane Dombroski/SESA

Com a chegada dos períodos mais quentes do ano, aumenta a circulação de morcegos no Paraná e, consequentemente, o risco de acidentes envolvendo esses animais. É nessa época que ocorre a reprodução da espécie, o que reforça a necessidade de atenção da população para a prevenção da raiva.

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De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, em 2025 foram registrados 59 morcegos positivos para raiva no Estado, número inferior aos 82 casos confirmados em 2024. Entre os herbívoros, como bovinos, equinos, ovinos e caprinos, foram 216 registros positivos em 2025, contra 203 no ano anterior.

Último caso humano no Paraná ocorreu em 1987

Apesar de o último caso autóctone de raiva humana no Paraná ter sido registrado em 1987, a Secretaria da Saúde reforça que a prevenção é fundamental para manter a doença afastada.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a raiva é uma doença grave e, na maioria dos casos, fatal. “A raiva é transmitida de animais para pessoas por meio da saliva e secreções de mamíferos infectados. Prevenir é a melhor forma de evitar”, afirmou.

O que fazer em caso de agressão

A orientação é que, em qualquer situação de agressão por animais, como mordidas ou arranhões, os ferimentos sejam lavados imediatamente com água e sabão e receba aplicação de produto antisséptico. Em seguida, a pessoa deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.

No caso dos morcegos, apenas o contato com o animal pode ser suficiente para a contaminação. Por isso, a recomendação é buscar imediatamente um serviço de saúde. O tratamento da raiva humana deve ser avaliado por médico ou enfermeiro, que indicará a necessidade de vacina e ou soro.

Atenção com cães, gatos e animais silvestres

Em ocorrências envolvendo cães e gatos, quando possível, o animal deve ser observado por 10 dias. Caso ele adoeça, desapareça ou morra, o serviço de saúde deve ser informado imediatamente.

A Secretaria da Saúde também reforça que a vacinação anual de cães e gatos é uma das principais formas de prevenção da raiva humana. Já em relação a animais de rua ou desconhecidos, a orientação é evitar aproximação e não tocá-los, especialmente quando estiverem se alimentando, dormindo ou com filhotes.

Morcegos e outros animais silvestres não devem ser tocados diretamente, principalmente quando encontrados caídos no chão ou em situações incomuns, como voando durante o dia ou dentro de residências, sinais que podem indicar contaminação.