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Paraná registra alta de casos de síndrome respiratória aguda grave

Boletim da Fiocruz aponta avanço impulsionado por rinovírus em crianças e influenza A entre adultos em todo o país

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

12/03/2026 • 14:04 • Atualizado em 12/03/2026 • 14:04

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentou no Paraná nas últimas semanas, em linha com a tendência observada em todo o país, de acordo com boletim recente do InfoGripe, da Fiocruz.

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Segundo o levantamento, o movimento de alta começou a ser observado no fim de fevereiro em vários estados brasileiros. Em 2026, o país já registrou mais de 5 mil casos confirmados de SRAG, enquanto outros 2 mil exames ainda aguardam resultado, o que pode elevar os números nas próximas semanas.

O boletim também indica tendência de crescimento nas notificações em 12 capitais brasileiras. Curitiba não está entre as cidades com sinal de alta, mas as autoridades reforçam que o cenário exige atenção.

Perfil dos casos e grupos mais afetados

A Fiocruz aponta que o avanço recente decorre, sobretudo, do aumento das hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes. Os especialistas avaliam que o retorno às aulas presenciais no início do ano letivo pode ter contribuído para intensificar a circulação desse agente, associado ao resfriado comum.

Entre adultos e idosos, o quadro nacional é diferente. Nessa faixa etária, a predominância é de casos ligados ao vírus influenza A, que também provoca quadros de síndrome respiratória e preocupa pela maior chance de complicações.

Para o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, os dados da vigilância sentinela mostram que, no estado, os vírus responsáveis por resfriados comuns ainda lideram entre as amostras analisadas. Ele reforça, porém, que o monitoramento precisa continuar constante diante da mudança de estação.

Situação no estado e orientações de prevenção

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, apesar do aumento nas notificações, não houve até o momento crescimento expressivo na procura por atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros. Um caso isolado de SRAG foi registrado no Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba.

A pasta destaca que a chegada do outono, período historicamente marcado por maior circulação de vírus respiratórios, acende um sinal de alerta. A orientação é que a população fique atenta a sintomas como febre, tosse e falta de ar, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Na avaliação de Beto Preto, manter as medidas habituais de cuidado é essencial para conter a transmissão. Ele orienta que a população siga as recomendações das autoridades de saúde e procure atendimento em casos de agravamento do quadro respiratório.