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Paraná se alia à Agricultura para reagir a veto europeu sobre a carne

Estado anuncia ação conjunta com ministério após União Europeia excluir Brasil da lista de exportadores de carne e outros produtos animais

Por Redação
REDAÇÃO

15/05/2026 • 11:33 • Atualizado em 15/05/2026 • 11:36

O governo do Paraná vai se juntar ao Ministério da Agricultura para defender a manutenção das exportações de carne brasileira para a União Europeia, após decisão publicada nesta terça-feira pelo bloco que excluiu o país da lista de autorizados a vender carne e outros produtos de origem animal ao mercado europeu, segundo a Secretaria Estadual de Agricultura.

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Decisão da União Europeia gera alerta no agro

A decisão da União Europeia acendeu alerta no agronegócio brasileiro. O bloco atualizou a lista de países autorizados a exportar carne e outros produtos de origem animal e deixou o Brasil de fora, movimento que pode afetar vendas de proteína animal e interromper embarques se o impasse persistir até setembro.

De acordo com informações divulgadas, a medida atinge não só carne bovina, mas também ovos, animais vivos, mel e outros itens de origem animal. O bloco justificou a exclusão ao afirmar que o país não apresentou garantias suficientes de cumprimento dos protocolos sanitários, com foco no uso de antimicrobianos.

A mudança ocorre em meio ao avanço do acordo Mercosul-União Europeia, que prevê maior abertura do mercado europeu aos produtos agrícolas do bloco sul-americano. Enquanto o Brasil foi retirado da lista, países concorrentes, como Argentina e México, permanecem autorizados a exportar normalmente para os europeus.

Para o setor produtivo, a União Europeia segue como mercado estratégico, mesmo com a China consolidada como principal destino da carne brasileira. Representantes do agronegócio avaliam que parte das exigências sanitárias pode funcionar como barreira comercial em um cenário de disputa com produtores europeus, lembrando casos anteriores de restrições a carnes e pescados do Brasil.

Paraná articula defesa com o governo federal

Segundo a Secretaria Estadual de Agricultura, o Paraná vai atuar junto ao Ministério da Agricultura na defesa das exportações de carne e demais produtos de origem animal para a União Europeia. A medida pode atingir a indústria e produtores rurais do estado, caso se confirme uma interrupção mais duradoura das vendas para o bloco.

No plano federal, o Ministério da Agricultura ainda não divulgou posicionamento definitivo sobre o veto. A pasta informou que prepara nota técnica para avaliar os impactos da decisão europeia e indicar possíveis medidas de resposta, enquanto entidades do setor, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), analisam o cenário antes de se manifestar oficialmente.

Impactos para exportações e consumidores

No curto prazo, a avaliação é que o consumidor brasileiro não deve sentir efeitos diretos nos preços. A maior parte da produção continua direcionada a outros mercados, com destaque para a China, principal compradora da carne brasileira.

Em um cenário de manutenção das restrições da União Europeia, o reposicionamento das vendas externas poderia alterar a dinâmica de oferta e demanda interna e, mais adiante, influenciar os preços no mercado doméstico. Enquanto isso, governo federal, estados e entidades do agronegócio aguardam resposta oficial do bloco sobre os critérios adotados e os caminhos para uma eventual reabilitação do Brasil na lista de exportadores.