
Números foram divulgados nesta quarta-feira, 20, pelo IBGE
Foto: SESA
O Paraná teve o menor índice de bebês sem registro no Brasil em 2024, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (20). A taxa foi de 0,12%, a menor da série histórica iniciada em 2015.
O percentual representa uma estimativa de 155 bebês que nasceram no estado, mas não foram registrados em cartório dentro do prazo considerado pela pesquisa, que vai até março do ano seguinte. Ao todo, o Paraná teve 131.189 nascidos vivos estimados em 2024.
O que significa bebê sem registro
O dado se refere ao chamado sub-registro de nascimento. Isso acontece quando uma criança nasce, mas não tem o registro oficial feito em cartório dentro do prazo legal.
O registro de nascimento é considerado essencial porque garante o acesso à cidadania e a direitos básicos. Segundo o IBGE, o acompanhamento desse indicador também ajuda a melhorar a precisão das estatísticas sobre a população brasileira.
Paraná atinge menor taxa da série histórica
O índice de bebês sem registro no Paraná vem caindo ao longo dos últimos anos. Em 2023, a taxa havia sido de 0,17%. Em 2015, primeiro ano da série histórica, o percentual era de 1,02%.
De acordo com o levantamento, a redução acompanha a melhora na coleta de informações e o cruzamento de dados entre o Registro Civil, do IBGE, e sistemas do Ministério da Saúde.
332 cidades do Paraná tiveram índice zero
Entre os municípios paranaenses, 332 registraram percentual estimado de 0% de bebês sem registro em 2024. Curitiba teve índice de 0,10%.
Entre as cidades mais populosas do estado, os percentuais também ficaram baixos. Londrina registrou 0,05%, Maringá 0,02%, Ponta Grossa 0,09%, Cascavel 0,02%, São José dos Pinhais 0,05%, Foz do Iguaçu 0,41%, Colombo 0,00% e Guarapuava 0,08%.
Os maiores percentuais estimados foram observados em Arapuã, com 23,68%, Cafeara, com 6,25%, Santa Mônica, com 5,26%, Bela Vista da Caroba, com 4,88%, e Flórida, com 4,35%.
Paraná também reduz óbitos sem registro
O Paraná também teve queda no sub-registro de óbitos. Em 2024, o índice foi de 0,56%, o terceiro menor do país, atrás apenas do Rio de Janeiro, com 0,14%, e do Distrito Federal, com 0,17%.
O dado representa uma estimativa de cerca de 498 mortes que não foram registradas oficialmente dentro do prazo legal. A Pesquisa Estatísticas do Registro Civil levantou 88.905 óbitos no Paraná em 2024.
No ano anterior, o percentual estadual era de 0,77%. Em 2015, no início da série histórica, o índice era de 1,80%.
Integração entre cartórios e saúde ajuda a reduzir índices
Segundo o levantamento, a redução dos sub-registros no país está relacionada a medidas como a implantação de unidades de registro civil em maternidades e hospitais, a gratuidade da certidão de nascimento, mutirões de documentação e a integração entre cartórios e sistemas de saúde.
No Brasil, o percentual estimado de sub-registro de nascidos vivos caiu de 4,21% em 2015 para 0,95% em 2024. Já a subnotificação do Ministério da Saúde passou de 2,01% para 0,39% no mesmo período.
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