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Paraná vira referência nacional em vigilância de síndromes gripais

Sistema, único no país com 34 unidades sentinelas, é classificado como 'padrão ouro' pelo Ministério da Saúde e reforça campanha de vacinação

Da redação
DA REDAÇÃO

13/05/2026 • 18:17 • Atualizado em 13/05/2026 • 18:17

Com vigilância sentinela, Paraná está preparado para sazonalidade de síndromes gripais

Com vigilância sentinela, Paraná está preparado para sazonalidade de síndromes gripais

Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

Entre maio e julho, período de maior circulação de síndromes gripais, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) intensifica o monitoramento de vírus respiratórios e a campanha de vacinação para proteger principalmente idosos, crianças e gestantes, grupos mais vulneráveis a complicações e hospitalizações.

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O Estado mantém uma rede com 34 unidades sentinelas distribuídas por todas as Regionais de Saúde, coordenadas pela Vigilância Epidemiológica e pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), que fazem o acompanhamento contínuo da circulação de vírus respiratórios no território paranaense.

Monitoramento em tempo real

Nessas unidades, equipes coletam regularmente amostras de pacientes com sintomas gripais, que o Lacen analisa para identificar quais vírus circulam em cada região. Esse mapeamento em tempo real subsidia a Sesa na definição de medidas preventivas, na distribuição de medicamentos e no direcionamento de campanhas de conscientização.

A eficiência desse modelo levou o Ministério da Saúde a classificá-lo como "padrão ouro" e a escolher o Paraná para abrir um ciclo de visitas técnicas neste ano, destacando a capacidade de resposta rápida do Estado nos meses mais críticos de circulação viral. Segundo a secretaria, essa estrutura contribuiu para que o Paraná não precisasse decretar emergência em saúde pública, ao contrário de outros estados.

Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o reconhecimento federal consolida o trabalho permanente das equipes de vigilância.

"Sermos reconhecidos como padrão ouro pelo Ministério da Saúde é reflexo de um trabalho ininterrupto das nossas equipes de vigilância, do Lacen e das Regionais de Saúde. Nossa missão é transformar esses dados em ações práticas, como a ampliação da cobertura vacinal e o tratamento oportuno, garantindo proteção da população paranaense", afirma.

Rede estruturada e capacitação

A Sesa afirma que o Paraná é o único estado do país com uma rede de vigilância da síndrome gripal tão abrangente e organizada, articulando unidades sentinelas, imunização, laboratórios e assistência hospitalar. Na avaliação da diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, essa integração fortalece a capacidade de enfrentar novos cenários epidemiológicos com rapidez.

"Nosso objetivo é efetivar ferramentas que confirmem um trabalho muito articulado e preparado para que possamos enfrentar com agilidade qualquer nova emergência em saúde pública", diz.

A integração das ações foi reforçada na Oficina de Fortalecimento da Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal, realizada no dia 7 em parceria com o Ministério da Saúde. O encontro capacitou profissionais das 22 Regionais de Saúde, municípios e unidades sentinela para lidar com a sazonalidade dos vírus respiratórios e tornar mais ágil o uso das informações do sistema de notificação de agravos.

Vacinação e metas

A imunização segue como principal barreira contra o agravamento das doenças respiratórias, destaca a Sesa. Desde o início da campanha de vacinação contra a gripe até 10 de maio, o Paraná aplicou mais de 1,3 milhão de doses da vacina contra a Influenza, sendo mais de 760 mil em idosos acima de 60 anos e cerca de 150 mil em crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

Além da campanha de multivacinação em andamento até 30 de maio, municípios realizam ações de vacinação extramuros em escolas, bailes da terceira idade e Instituições de Longa Permanência para Idosos, com ampliação de horários em postos e abertura de unidades aos sábados para facilitar o acesso.

A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, o que representa cerca de 4,5 milhões de paranaenses. Para alcançar esse percentual, a Sesa aguarda novas remessas de doses do Ministério da Saúde e reforça o apelo para que a população busque a vacinação.

A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para os grupos prioritários definidos pelo Ministério, entre eles crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, pessoas com comorbidades e trabalhadores de áreas essenciais, como saúde e educação. A secretaria lembra que o organismo leva até três semanas para desenvolver a imunidade completa após a aplicação, por isso recomenda a busca pelas doses antes da chegada do inverno.

Cuidados e prevenção

Além da vacinação, o enfrentamento das síndromes gripais exige a colaboração da sociedade com medidas não farmacológicas. A Sesa orienta a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, a cobertura do nariz e da boca ao tossir ou espirrar, a manutenção de ambientes bem ventilados, a evitação de aglomerações e o não compartilhamento de objetos de uso pessoal.

Pessoas que apresentarem sintomas como febre repentina, tosse, dor de garganta ou mal-estar devem procurar atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde e se afastar de atividades coletivas até a melhora do quadro clínico, para reduzir o risco de transmissão.