O Partido Missão realizou neste fim de semana, em Curitiba, um congresso para apresentar seus pré-candidatos e propostas para as eleições, com a participação do empresário Renan Santos, nome da sigla para a Presidência da República, e de Luis França, que disputará o governo do Paraná.
O encontro reuniu apoiadores na capital paranaense na tarde de sábado e marcou a apresentação das prioridades do partido para o estado e para o país. Além de Renan Santos e Luis França, a sigla confirmou a pré-candidatura de Karen Guerreiro ao Senado pelo Paraná.
Durante o congresso, Renan Santos expôs diretrizes econômicas e de segurança pública que pretende defender em sua campanha nacional. Ele enfatizou o combate ao crime organizado e a necessidade de ajuste fiscal como eixos centrais de um eventual governo.
Planos para o Brasil
Segundo o pré-candidato, o país precisa de coragem política para enfrentar problemas estruturais. Ele afirmou que pretende atacar o endividamento do Estado e rever gastos considerados desnecessários.
"O Brasil pode ser ambicioso, pode destruir o crime organizado, pode resolver sua economia. Basta ter coragem. Eu vou assumir o governo. A primeira prioridade é resolver a questão fiscal, ou seja, esse problema gigantesco de dívidas que o governo tem, que precisam ser pagas. A gente vai cortar despesas estúpidas e enfrentar o crime organizado", disse Renan Santos.
Na visão de Renan Santos, o corte de despesas e o endurecimento contra organizações criminosas são condição para a recuperação econômica. O empresário apresentou o Partido Missão como alternativa à atual política nacional, sem detalhar medidas específicas no encontro.
Propostas para o Paraná
Já Luis França, pré-candidato ao governo do Paraná, direcionou o discurso à realidade local. Ele criticou o que chamou de "política do conchavo" e do assistencialismo e disse que essas práticas teriam afetado o espírito empreendedor da população do estado.
"O Estado corrompeu o espírito do paranaense. Não existe um povo só, são vários povos que vieram para cá em busca de boa terra para trabalhar e enriquecer. Essa política do conchavo, a política do assistencialismo, acaba destruindo o nosso espírito, o que é pior do que a corrupção. Destruiu o espírito do povo e, pior, corrompeu seus bolsos. Eu venho para resgatar esse espírito, para acabar com a política de conchavo, de grandes projetos, grandes empresas e grandes contratos corruptos, para dar espaço para o paranaense voltar a ter esperança de enriquecer através do próprio trabalho e não viver de assistencialismo", afirmou Luis França.
Para o empresário, o foco da gestão estadual deve ser a criação de condições para que os paranaenses prosperem por meio do próprio trabalho. Ele defendeu a redução da influência de grandes grupos econômicos e de contratos públicos que considera nocivos ao interesse do cidadão.
Criação e expansão da sigla
O Partido Missão teve a criação oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral em novembro do ano passado e agora estrutura suas bases regionais para a disputa eleitoral. O congresso em Curitiba fez parte da estratégia de lançamento da sigla no Paraná.
Ao final do evento, dirigentes reforçaram que novas reuniões devem ocorrer em outras cidades paranaenses para ampliar o número de filiados e divulgar as propostas do partido. A legenda aposta na visibilidade da pré-candidatura de Renan Santos à Presidência para impulsionar os nomes locais.
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