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Páscoa deve criar 800 mil vagas temporárias no país

Setor de chocolates e varejo antecipa contratações; associação estima que 20% dos temporários sejam efetivados

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

20/02/2026 • 14:56 • Atualizado em 20/02/2026 • 14:56

A Páscoa, que neste ano será celebrada em 5 de abril, já movimenta o mercado de trabalho no Brasil, com a expectativa de cerca de 800 mil vagas temporárias em diferentes funções, segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário.

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As contratações envolvem principalmente o período de preparação para a data, quando indústrias, comércios e serviços reforçam equipes para atender ao aumento da demanda por chocolates, presentes e outros produtos sazonais em todo o país.

De acordo com a entidade, a projeção é que aproximadamente 20% dessas oportunidades se transformem em postos efetivos, o que faz da Páscoa uma porta de entrada importante para quem busca recolocação ou o primeiro emprego formal.

Fábrica de chocolates amplia quadro em Curitiba

Em uma fábrica de chocolates na região de Curitiba, no Paraná, mais de 100 trabalhadores temporários reforçam a linha de produção para dar conta das encomendas de ovos e outros itens típicos desta época.

A diretora de Marketing e Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Fernanda Barion, afirma que o reforço é essencial para cumprir os prazos.

"Neste período, aumentamos significativamente o volume produzido e precisamos de mais pessoas na linha de produção para garantir qualidade e agilidade", explica Fernanda.

Com a proximidade do feriado, a indústria também vai abrir vagas temporárias para atendimento em três lojas próprias, localizadas em Curitiba e na região metropolitana, em funções como vendas, reposição de produtos e apoio ao caixa.

Temporário com chance de efetivação

O histórico da própria Associação Brasileira do Trabalho Temporário indica que cerca de um quinto dos temporários acabam efetivados após o período de testes, o que reforça a importância do desempenho dos trabalhadores nesse tipo de contrato.

Na avaliação de Fernanda Barion, a época é estratégica tanto para as empresas quanto para os candidatos.

"Além de atender ao aumento das vendas, conseguimos conhecer melhor os profissionais. Muitos começam como temporários na Páscoa e permanecem na empresa porque se destacam e se adaptam à rotina", observa a diretora.

História de quem começou como temporário

A operadora de produção Cleris de Oliveira é um exemplo desse movimento. Ela entrou na fábrica como trabalhadora temporária na Páscoa do ano passado e, após o fim do contrato, foi efetivada na indústria.

"Quando entrei, sabia que era uma vaga temporária, mas vim com a expectativa de conquistar uma oportunidade fixa. Procurei aprender rápido, fazer bem o meu trabalho e, no fim da Páscoa, recebi a notícia de que ficaria na equipe", conta Cleris.

Para ela, a contratação temporária abriu uma nova perspectiva profissional. "Hoje tenho estabilidade, consigo planejar melhor a minha vida e sei que muita gente que entra como temporário também sonha em ser efetivada", acrescenta a operadora.