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PCPR cumpre 13 mandados contra quadrilha de desvio e adulteração de fertilizantes

Operação ocorre em Curitiba, Wenceslau Braz e Cascavel e investiga prejuízos a produtores rurais

Da redação com Marcel Mercúrio | Bora PR
DA REDAÇÃO COM MARCEL MERCÚRIO | BORA PR

23/10/2025 • 09:13 • Atualizado em 23/10/2025 • 09:13

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre 13 mandados judiciais na manhã desta quinta-feira (23) contra uma quadrilha especializada no desvio e na adulteração de fertilizantes. A ação acontece simultaneamente em Curitiba, Wenceslau Braz e Cascavel.

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Os policiais civis têm a missão de cumprir sete mandados de prisão e seis de busca e apreensão. O objetivo é desmantelar um esquema criminoso que gerava prejuízos a produtores rurais e comprometia a produtividade agrícola em diversas regiões do Estado.

Prisões em flagrante deram início à investigação

As investigações começaram em novembro do ano passado, quando a PCPR prendeu cinco pessoas em flagrante em um barracão clandestino em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. No local, os policiais flagraram a adulteração de uma carga de fertilizantes.

Durante a abordagem, o dono do barracão tentou subornar os policiais, oferecendo R$ 150 mil para evitar a prisão. Ele foi autuado por corrupção ativa, enquanto os demais envolvidos foram presos por associação criminosa e receptação qualificada. Um dos detidos confessou que parte da carga já havia sido desviada e o restante seria transportado com nota fiscal adulterada.

Esquema envolvia empresas de fachada

Na continuidade das investigações, a PCPR localizou parte da carga desviada em Wenceslau Braz, no Norte do Estado, com o motorista responsável pelo transporte. Perícias confirmaram a adulteração do material.

O delegado André Feltes, da PCPR, explicou que o grupo usava empresas de fachada para dar aparência de legalidade às operações.

“Com o prosseguimento das investigações iniciadas em Araucária, chegamos à identidade do indivíduo responsável por criar empresas de fachada para a emissão de notas fiscais frias. Esse homem chegava a receber R$ 500 por nota emitida”, afirmou Feltes.

Sete suspeitos identificados

Além do emissor das notas frias e do proprietário do barracão, a PCPR identificou ainda três motoristas e dois colaboradores que atuavam diretamente na adulteração dos fertilizantes.

A polícia segue analisando o material apreendido para mensurar o prejuízo causado e identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

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