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Polícia faz operação contra empresas de emplacamento envolvidas em fraude veicular

Ação em nove cidades investiga esquema que fornecia placas a veículos furtados e adulterados

Da redação
DA REDAÇÃO

05/08/2025 • 09:57 • Atualizado em 05/08/2025 • 09:57

Empresas de placas são alvo de operação contra veículos roubados

Empresas de placas são alvo de operação contra veículos roubados

Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (5) uma operação para cumprir 14 mandados de busca e apreensão em 11 empresas de emplacamento de veículos, suspeitas de participação em um esquema criminoso que favorecia a atuação de grupos envolvidos com furto, roubo e revenda de veículos adulterados.

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A ação acontece simultaneamente em Curitiba, Piraquara, Colombo, Campina Grande do Sul, Pinhais, Fazenda Rio Grande e Guaratuba, no Paraná, e também nas cidades de São Paulo e Santo André, no Estado de São Paulo.

A operação conta com apoio técnico dos Departamentos de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e de São Paulo (Detran-SP). O objetivo é verificar a regularidade cadastral das emplacadoras e cruzar dados referentes à emissão de placas no padrão Mercosul.

Rastro das placas levou aos alvos

A investigação começou em agosto de 2024, após a apreensão de veículos com sinais identificadores adulterados. A análise pericial revelou que muitos desses automóveis e motocicletas eram, na verdade, frutos de furto ou roubo.

Durante as apurações, os policiais civis rastrearam a origem das placas aplicadas nos veículos ilícitos e chegaram às empresas de emplacamento responsáveis pela estampagem.

"Das 11 empresas investigadas, oito pertencem, formal ou informalmente, a membros de uma mesma família, o que reforça a suspeita da existência de uma estrutura organizada voltada ao suporte logístico do crime”, afirmou a delegada da PCPR, Anna Karyne Turbay.

Objetivo da operação

As buscas têm como foco recolher documentos, mídias e outras provas que ajudem a comprovar a participação de proprietários, sócios ou funcionários dessas empresas no esquema.

Com o material apreendido, a Polícia Civil vai aprofundar a análise para definir as responsabilidades individuais e identificar vínculos com organizações criminosas atuantes na região.