A Polícia Civil do Paraná (PCPR) localizou um laboratório de cultivo e refino de maconha no bairro Portão, em Curitiba, e prendeu três homens em flagrante na tarde desta terça-feira (5), durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão.
De acordo com a corporação, a operação tinha como alvo uma residência usada exclusivamente para o preparo da droga. No endereço, um dos suspeitos autorizou a entrada da equipe, que passou a vistoriar todos os cômodos do imóvel.
Dentro da casa, os policiais encontraram pés de maconha em diversos ambientes, além de equipamentos específicos para o cultivo da planta em ambiente controlado. Aos investigadores, os presos afirmaram que a produção era voltada para a colheita da flor, parte mais valorizada comercialmente.
O delegado da PCPR Victor Loureiro Mattar Assad explicou que o grupo utilizava técnicas artificiais para aumentar o valor do produto. Segundo ele, as plantas tinham cerca de nove meses de idade e, com iluminação e refrigeração controladas, produziam um fruto mais caro e desejado pelo mercado consumidor de drogas.
Como funcionava o laboratório
Conforme o delegado, o esquema permitia que os suspeitos colhessem cerca de cinco quilos de maconha a cada duas semanas. Ele estima que, com essa produção, o grupo pudesse faturar aproximadamente R$ 250 mil no período.
Após a colheita, os responsáveis realizavam a desidratação e o embalo da droga em porções prontas para venda. Ainda segundo a investigação, os produtos abasteciam pontos de comércio de entorpecentes em diferentes regiões da capital paranaense.
Drogas e equipamentos apreendidos
Ao todo, a PCPR apreendeu 33 quilos de maconha do tipo capulho, 154 pés e 150 mudas da planta, além de 800 gramas de haxixe e 200 gramas de pasta de maconha. A polícia avaliou o material em aproximadamente R$ 1,65 milhão.
Os policiais também recolheram quatro veículos, uma prensa, três balanças de precisão, telefones celulares e anotações que detalham a atividade criminosa. O material passará por perícia para auxiliar na comprovação do esquema de produção e distribuição.
Investigação segue em Curitiba
A PCPR segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no laboratório de maconha. Os investigadores analisam os documentos e registros apreendidos, além de rastrear a origem dos equipamentos e o destino final das drogas.
Os três presos em flagrante responderão por crimes relacionados ao tráfico de drogas e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça que ações semelhantes continuam em andamento em Curitiba e região metropolitana.
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