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PCPR faz 2ª fase de operação contra roubo de cargas na RMC

Advogado e loja de armas são alvos; grupo é suspeito de prejuízo de R$ 2 milhões em sete ataques

Da redação
DA REDAÇÃO

18/05/2026 • 08:55 • Atualizado em 18/05/2026 • 09:02

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nas primeiras horas desta segunda-feira (18) a segunda fase de uma operação contra um grupo criminoso suspeito de roubos de cargas em rodovias da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Os policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão em endereços de Curitiba e Piraquara.

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Segundo a corporação, esta etapa é resultado da análise de inteligência de elementos coletados na primeira fase da investigação, realizada em março, que terminou com sete prisões de suspeitos ligados à quadrilha.

Alvos da operação

Entre os alvos desta segunda fase estão um advogado e uma loja de armas de fogo que, de acordo com a PCPR, forneceria armamentos para a prática dos crimes. Os mandados buscam aprofundar a apuração sobre a estrutura de apoio do grupo.

No caso do advogado, os investigadores identificaram que ele teria adotado condutas deliberadas para atrapalhar o andamento do inquérito e a coleta de provas, além de receber produtos oriundos dos roubos atribuídos à organização criminosa.

Roubos mapeados pela polícia

A investigação da PCPR mapeou sete roubos de cargas ligados ao grupo, ocorridos entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Em um dos casos, pelo menos 11 pessoas participaram da ação, alternando funções durante as abordagens e o transbordo dos produtos.

As cargas alvo dos ataques incluíam ração, papelão, bobinas e chapas de aço. O prejuízo estimado pelas autoridades é de aproximadamente R$ 2 milhões para as empresas vítimas.

Como agiam os suspeitos

De acordo com o delegado da PCPR André Feltes, os crimes ocorriam em trechos de subida das rodovias, onde os caminhões reduziam a velocidade. Nesses pontos, os suspeitos utilizavam dois ou três veículos para fechar a pista e obrigar o motorista a parar, chegando a efetuar disparos de arma de fogo em algumas situações, como explica o delegado.

"Após a abordagem, o motorista era colocado em um carro e levado para uma área de chácaras na região do bairro Tatuquara, em Curitiba. Enquanto isso, parte do grupo levava o caminhão para locais em Fazenda Rio Grande ou São José dos Pinhais, onde ocorria o transbordo da carga", explicou Feltes.

Primeira fase e desdobramentos

Na primeira fase da operação, deflagrada em março, a investigação contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná, da Polícia Rodoviária Federal e da Guarda Municipal de Campo Largo. Segundo a PCPR, a etapa atual é um desdobramento direto desse trabalho e utiliza elementos obtidos nas primeiras prisões para direcionar novas diligências contra o grupo.