A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre nesta quinta-feira (16), em Curitiba, 14 mandados judiciais contra suspeitos de invasão de campo e agressões durante a final da Taça Paraná entre Capão Raso e Trieste, disputada em 13 de dezembro de 2025.
Mandados e apoio policial
A operação prevê o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
A ação conta com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Municipal de Curitiba, que reforçam o cerco para localizar os alvos e apreender possíveis provas relacionadas aos crimes apurados.
De acordo com a corporação, o objetivo é identificar e responsabilizar os envolvidos em atos de violência que interromperam a decisão do torneio estadual.
Briga em campo e invasão de torcedores
O caso ocorreu em 13 de dezembro de 2025, durante a final do campeonato Taça Paraná.
Antes do encerramento da partida, jogadores dos dois times iniciaram agressões físicas dentro de campo.
Na sequência, torcedores invadiram o gramado e ampliaram o tumulto.
Ao menos dois atletas precisaram de atendimento médico em razão das lesões sofridas e foram encaminhados para unidades de saúde.
Investigação aponta premeditação
Após o episódio, a PCPR instaurou inquérito policial para identificar os autores e esclarecer a dinâmica dos fatos.
Segundo a delegada da PCPR Sâmia Coser, as diligências indicaram planejamento prévio por parte de alguns envolvidos.
“Apuramos que houve premeditação, uma vez que foram identificadas ameaças em redes sociais e em aplicativos de mensagens na semana que antecedeu o jogo”, explica a delegada.
Conforme a polícia, após minuciosa investigação e individualização das condutas, a equipe representou pelas medidas cautelares, que receberam parecer favorável do Ministério Público e foram deferidas pelo Juízo de Direito competente.
Efeito pedagógico da Justiça Especializada
Para Sâmia Coser, a atuação tem também um caráter de prevenção, voltado a evitar novos episódios de violência em estádios.
“A operação visa não apenas a repressão aos crimes cometidos, mas a reafirmação do caráter pedagógico da Justiça Especializada, coibindo a transformação de eventos desportivos em cenários de criminalidade violenta”, complementa a delegada.
A PCPR segue com as investigações para identificar outros possíveis participantes das agressões e da invasão ao campo na decisão da Taça Paraná.
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