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PCPR prende dois em operação contra venda de remédios ilegais em Castro

Operação Agulha Negra cumpre seis mandados e apreende remédios para emagrecimento e 1,4 mil cigarros eletrônicos

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

02/06/2026 • 17:29 • Atualizado em 02/06/2026 • 17:33

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã de hoje (2) a Operação Agulha Negra, em Castro, nos Campos Gerais, e prendeu duas pessoas pelo crime de armazenamento de produtos medicinais para comercialização, de procedência ignorada.

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Ao todo, os policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais do município.

Esquema de venda de medicamentos para emagrecimento

De acordo com o setor de investigações da delegacia de Castro, a operação teve início após a identificação de um esquema de comercialização de diversos tipos de medicamentos para emagrecimento.

Segundo a PCPR, a prática representava risco concreto à saúde pública, já que não havia garantias sobre a procedência e o armazenamento dos produtos oferecidos aos consumidores.

Conforme a investigação, o crime ocorria de maneira estruturada, com divisão de tarefas que incluía importação, transporte, armazenamento e venda direta aos clientes por meio de redes sociais e grupos de mensagens.

Os policiais cumpriram mandados em endereços residenciais e em pontos comerciais, como um salão de beleza e um brechó, que eram usados como base para a logística do esquema.

Apreensões e autuações

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a PCPR apreendeu aproximadamente 200 frascos de medicamentos, mais de 1.400 cigarros eletrônicos, dinheiro em espécie, registros financeiros e máquinas de cartão supostamente utilizadas na atividade criminosa.

"Os elementos colhidos demonstram uma atividade estruturada, com o uso de unidades móveis para entregas e grupos de aplicativos para captar clientes, inclusive oferecendo descontos por indicações", explicou o delegado da PCPR Marcondes Alves Ribeiro.

Os presos foram autuados pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que, segundo a corporação, prevê pena máxima de 15 anos de reclusão.

Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia e, posteriormente, destruídos. Os suspeitos foram encaminhados ao sistema penitenciário.

População pode colaborar com denúncias

A PCPR reforça que a colaboração da população é fundamental para a elucidação de crimes, especialmente aqueles que envolvem riscos à saúde pública.

Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.