
PCPR de Ponta Grossa realiza prisão de segundo envolvido em esquema criminoso de imobiliária de fachada
Foto: PCPR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do setor operacional da 13ª Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa, cumpriu mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por estelionato e apropriação indébita ligados a uma imobiliária de fachada que atuava na cidade.
A prisão é desdobramento de operação recente que já havia levado à detenção da mulher apontada como principal proprietária da empresa. Segundo a corporação, esta é a quarta prisão em poucas semanas por fraudes envolvendo negócios de imóveis em Ponta Grossa.
Homem é tratado como sócio e mentor
De acordo com o inquérito, os investigadores concluíram que o suspeito não era apenas funcionário, mas sócio e mentor do negócio ilícito. Ele se apresentava como proprietário, buscava clientes e intermediava negociações presencialmente e por aplicativos de mensagens.
A apuração aponta ainda que o homem centralizava recebimentos e pagamentos, enganando ao mesmo tempo locadores e locatários. A polícia relata que ele seguiu atuando no ramo mesmo após a prisão da parceira, o que embasou o pedido de prisão preventiva.
Novas vítimas procuram a polícia
Após a primeira prisão e a divulgação do caso pela imprensa local, novas vítimas procuraram a delegacia. Nesta segunda fase, a PCPR identificou e ouviu formalmente ao menos 11 pessoas que relataram ter caído no mesmo golpe.
Somente esse grupo acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 90 mil, valor que teria sido retido indevidamente pelos suspeitos e usado em proveito próprio. A polícia trabalha para dimensionar o total das perdas e o número real de lesados, que pode chegar a dezenas.
Esquema de imobiliária de fachada
Conforme a investigação, o casal padronizou o modo de agir para transmitir segurança. Eles captavam imóveis apresentando-se como imobiliária regular e firmavam contratos de administração ou sublocação com os proprietários.
Depois disso, os investigados passaram a reter os valores pagos pelos inquilinos, incluindo aluguéis e cauções. Os donos não recebiam o dinheiro e, ao questionarem os atrasos, ouviam justificativas como problemas com celular e outras desculpas, com impacto também emocional sobre as famílias.
Polícia orienta cuidados em contratos de imóveis
Diante da recorrência de golpes na cidade, a 13ª SDP divulgou alerta para que a população redobre os cuidados ao fechar contratos de aluguel ou compra de imóveis. A orientação é verificar com rigor a idoneidade de corretores e empresas antes de transferir valores.
Entre as recomendações da polícia estão:
- Verificar credenciais, exigindo o registro do corretor ou da imobiliária no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) e conferindo o número.
- Desconfiar de facilidades, como preços muito abaixo do mercado, pouca burocracia e pressa exagerada para fechar o negócio.
- Visitar o local físico da imobiliária e do imóvel, evitando negociar apenas por aplicativos de mensagens ou redes sociais.
- Não transferir caução ou aluguel para contas de terceiros que não constam como proprietários legais do imóvel no contrato.
A PCPR segue apurando o caso e orienta que outras possíveis vítimas que reconheçam o modo de atuação do casal ou da empresa investigada procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e apresentar documentos que possam reforçar o inquérito.
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