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PCPR prende em Ponta Grossa 'sócio oculto' de imobiliária de fachada

Investigado atuava como sócio em empresa usada para enganar locadores e locatários; polícia fala em ao menos 11 novas vítimas e prejuízo de R$ 90 mil

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2026 • 10:20 • Atualizado em 10/06/2026 • 19:03

PCPR de Ponta Grossa realiza prisão de segundo envolvido em esquema criminoso de imobiliária de fachada

PCPR de Ponta Grossa realiza prisão de segundo envolvido em esquema criminoso de imobiliária de fachada

Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do setor operacional da 13ª Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa, cumpriu mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por estelionato e apropriação indébita ligados a uma imobiliária de fachada que atuava na cidade.

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A prisão é desdobramento de operação recente que já havia levado à detenção da mulher apontada como principal proprietária da empresa. Segundo a corporação, esta é a quarta prisão em poucas semanas por fraudes envolvendo negócios de imóveis em Ponta Grossa.

Homem é tratado como sócio e mentor

De acordo com o inquérito, os investigadores concluíram que o suspeito não era apenas funcionário, mas sócio e mentor do negócio ilícito. Ele se apresentava como proprietário, buscava clientes e intermediava negociações presencialmente e por aplicativos de mensagens.

A apuração aponta ainda que o homem centralizava recebimentos e pagamentos, enganando ao mesmo tempo locadores e locatários. A polícia relata que ele seguiu atuando no ramo mesmo após a prisão da parceira, o que embasou o pedido de prisão preventiva.

Novas vítimas procuram a polícia

Após a primeira prisão e a divulgação do caso pela imprensa local, novas vítimas procuraram a delegacia. Nesta segunda fase, a PCPR identificou e ouviu formalmente ao menos 11 pessoas que relataram ter caído no mesmo golpe.

Somente esse grupo acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 90 mil, valor que teria sido retido indevidamente pelos suspeitos e usado em proveito próprio. A polícia trabalha para dimensionar o total das perdas e o número real de lesados, que pode chegar a dezenas.

Esquema de imobiliária de fachada

Conforme a investigação, o casal padronizou o modo de agir para transmitir segurança. Eles captavam imóveis apresentando-se como imobiliária regular e firmavam contratos de administração ou sublocação com os proprietários.

Depois disso, os investigados passaram a reter os valores pagos pelos inquilinos, incluindo aluguéis e cauções. Os donos não recebiam o dinheiro e, ao questionarem os atrasos, ouviam justificativas como problemas com celular e outras desculpas, com impacto também emocional sobre as famílias.

Polícia orienta cuidados em contratos de imóveis

Diante da recorrência de golpes na cidade, a 13ª SDP divulgou alerta para que a população redobre os cuidados ao fechar contratos de aluguel ou compra de imóveis. A orientação é verificar com rigor a idoneidade de corretores e empresas antes de transferir valores.

Entre as recomendações da polícia estão:

  • Verificar credenciais, exigindo o registro do corretor ou da imobiliária no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) e conferindo o número.
  • Desconfiar de facilidades, como preços muito abaixo do mercado, pouca burocracia e pressa exagerada para fechar o negócio.
  • Visitar o local físico da imobiliária e do imóvel, evitando negociar apenas por aplicativos de mensagens ou redes sociais.
  • Não transferir caução ou aluguel para contas de terceiros que não constam como proprietários legais do imóvel no contrato.

A PCPR segue apurando o caso e orienta que outras possíveis vítimas que reconheçam o modo de atuação do casal ou da empresa investigada procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e apresentar documentos que possam reforçar o inquérito.