A pesquisadora Camila Domit, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), está entre os finalistas do Whitley Fund for Nature, um dos principais prêmios internacionais de conservação da biodiversidade, com um trabalho voltado à proteção da fauna marinha no litoral paranaense.
Projeto mira tubarões, raias e tartarugas
O foco dos estudos de Camila é o ecossistema em que vivem tubarões, raias e tartarugas, espécies que sofrem pressão de atividades humanas ao longo da costa. Ela atua diretamente na conservação da fauna marinha e se consolidou como uma das principais referências na área.
Na UFPR, a pesquisadora coordena o Laboratório de Ecologia e Conservação, onde conduz pesquisas aplicadas à proteção desses animais. O trabalho agora reconhecido internacionalmente busca compreender o funcionamento desse ambiente e apontar caminhos para reduzir impactos sobre espécies ameaçadas.
Segundo a pesquisadora, um dos objetivos centrais do projeto é encontrar soluções para o turismo no litoral sem ignorar as necessidades da população local. A proposta é conciliar a presença de visitantes, a geração de renda e a integridade dos ecossistemas, dando voz às comunidades que vivem diretamente da relação com o mar.
Indicação ao Whitley Fund for Nature
Um dos projetos liderados por Camila Domit foi indicado ao Whitley Fund for Nature, prêmio reconhecido mundialmente e apelidado de "Oscar Verde". A iniciativa contempla ações voltadas à conservação da biodiversidade e de espécies ameaçadas de extinção em diferentes regiões do planeta.
Camila também integra o Rebimar, o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha, onde desenvolve pesquisas com tartarugas-verdes. A participação no programa reforça a atuação em campo e amplia a base de dados para embasar estratégias de proteção dessa espécie no litoral do Paraná.
Reconhecimento e impacto para o litoral do Paraná
Na avaliação da pesquisadora, chegar à final de um prêmio tão concorrido, que reúne projetos de ponta em conservação, já representa um reconhecimento importante para a ciência feita no Brasil. Ela destaca que a indicação coloca o litoral paranaense no mapa das iniciativas globais de proteção da biodiversidade.
O reconhecimento internacional tende a fortalecer debates sobre turismo sustentável, conservação marinha e participação comunitária na gestão costeira. Para a equipe envolvida, a visibilidade pode atrair novas parcerias e recursos, contribuindo para a continuidade das ações de pesquisa e conservação na região.
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