Band Paraná

Universitária é alvo da PF por vender canetas emagrecedoras ilegais no PR

Em Almirante Tamandaré, estudante de Medicina é alvo de mandado de busca por vender remédios sem registro da Anvisa em redes sociais

Da redação
DA REDAÇÃO

05/02/2026 • 08:09 • Atualizado em 05/02/2026 • 08:09

PF realiza operação contra estudante de medicina que vendia canetas emagrecedoras

PF realiza operação contra estudante de medicina que vendia canetas emagrecedoras

Foto: PF

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, em 5 de fevereiro de 2026, no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, uma ação para reprimir a venda irregular, pela internet e por redes sociais, de medicamentos para emagrecimento importados sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A diligência faz parte da Operação Esculápio, deflagrada pela corporação no Paraná.

Compartilhar

Investigação começou com denúncia anônima

Segundo a PF, a investigação teve início após uma notícia anônima apontar a oferta e a comercialização, em ambientes virtuais, de remédios de uso controlado sem prescrição médica e sem autorização do órgão sanitário competente. A partir das diligências, os policiais identificaram uma investigada que estaria vinculada à divulgação dos produtos.

De acordo com a apuração, a investigada é estudante de Medicina no Paraguai e estaria vinculada à propaganda de medicamentos conhecidos popularmente como 'canetas emagrecedoras'. Esses itens eram anunciados em redes sociais e, em tese, importados sem o devido registro na Anvisa, o que caracteriza infração à legislação sanitária, conforme a corporação.

Crime pode render até 15 anos de prisão

A PF informa que reuniu elementos que, em tese, apontam para o crime previsto no artigo 273, parágrafo 1º, combinado com os parágrafos 1º-A e 1º-B, inciso I, do Código Penal. A lei tipifica a importação, a guarda e a comercialização de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária, conduta considerada de elevada gravidade por expor a risco a saúde pública e punida com pena de 10 a 15 anos de reclusão.

Para aprofundar a coleta de informações, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Almirante Tamandaré, expedido pelo juízo da 9ª Vara Federal de Curitiba. A medida teve como objetivo ampliar a colheita de elementos informativos no inquérito, segundo a PF.

Uso estético de remédios para diabetes preocupa

A corporação destaca que, atualmente, medicamentos originalmente indicados para o tratamento de diabetes tipo 2 vêm sendo amplamente utilizados, de forma indiscriminada, para fins estéticos e de emagrecimento rápido. Muitas vezes, esse consumo ocorre sem acompanhamento médico e à margem da legislação sanitária, o que, na avaliação da PF, potencializa os riscos à saúde dos consumidores.

A PF ressalta que a aquisição de medicamentos por meios informais, especialmente por meio de redes sociais, é arriscada. Conforme o órgão, produtos desse tipo podem ser falsificados, armazenados de forma inadequada ou conter substâncias nocivas, o que pode causar efeitos graves à saúde.

Nome da operação faz referência à medicina

A operação foi batizada de Esculápio, em alusão à figura mitológica associada à medicina e à cura. Segundo a Polícia Federal, o nome faz referência ao uso indevido de conhecimentos ligados à área da saúde para conferir aparência de legitimidade à comercialização ilegal de medicamentos.