
PF realiza operação contra estudante de medicina que vendia canetas emagrecedoras
Foto: PF
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, em 5 de fevereiro de 2026, no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, uma ação para reprimir a venda irregular, pela internet e por redes sociais, de medicamentos para emagrecimento importados sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A diligência faz parte da Operação Esculápio, deflagrada pela corporação no Paraná.
Investigação começou com denúncia anônima
Segundo a PF, a investigação teve início após uma notícia anônima apontar a oferta e a comercialização, em ambientes virtuais, de remédios de uso controlado sem prescrição médica e sem autorização do órgão sanitário competente. A partir das diligências, os policiais identificaram uma investigada que estaria vinculada à divulgação dos produtos.
De acordo com a apuração, a investigada é estudante de Medicina no Paraguai e estaria vinculada à propaganda de medicamentos conhecidos popularmente como 'canetas emagrecedoras'. Esses itens eram anunciados em redes sociais e, em tese, importados sem o devido registro na Anvisa, o que caracteriza infração à legislação sanitária, conforme a corporação.
Crime pode render até 15 anos de prisão

A PF informa que reuniu elementos que, em tese, apontam para o crime previsto no artigo 273, parágrafo 1º, combinado com os parágrafos 1º-A e 1º-B, inciso I, do Código Penal. A lei tipifica a importação, a guarda e a comercialização de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária, conduta considerada de elevada gravidade por expor a risco a saúde pública e punida com pena de 10 a 15 anos de reclusão.
Para aprofundar a coleta de informações, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Almirante Tamandaré, expedido pelo juízo da 9ª Vara Federal de Curitiba. A medida teve como objetivo ampliar a colheita de elementos informativos no inquérito, segundo a PF.
Uso estético de remédios para diabetes preocupa
A corporação destaca que, atualmente, medicamentos originalmente indicados para o tratamento de diabetes tipo 2 vêm sendo amplamente utilizados, de forma indiscriminada, para fins estéticos e de emagrecimento rápido. Muitas vezes, esse consumo ocorre sem acompanhamento médico e à margem da legislação sanitária, o que, na avaliação da PF, potencializa os riscos à saúde dos consumidores.
A PF ressalta que a aquisição de medicamentos por meios informais, especialmente por meio de redes sociais, é arriscada. Conforme o órgão, produtos desse tipo podem ser falsificados, armazenados de forma inadequada ou conter substâncias nocivas, o que pode causar efeitos graves à saúde.
Nome da operação faz referência à medicina
A operação foi batizada de Esculápio, em alusão à figura mitológica associada à medicina e à cura. Segundo a Polícia Federal, o nome faz referência ao uso indevido de conhecimentos ligados à área da saúde para conferir aparência de legitimidade à comercialização ilegal de medicamentos.
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