Trabalhadores que tiveram carteira assinada ou foram servidores públicos entre 1971 e 1988 podem ter valores esquecidos em cotas do antigo fundo Pis/Pasep, consultáveis pelo aplicativo do FGTS e pelo portal Repis Cidadão, do Ministério da Fazenda.
O governo estima que o saldo médio disponível é de R$ 2,8 mil por pessoa, variando conforme o tempo de serviço e o salário da época. Caso encontre valores a receber, o trabalhador pode usar o dinheiro para complementar a renda, como planeja o aposentado Vanderlei Antônio da Silva, que começou a trabalhar em 1976 e hoje atua como porteiro.
“Vou dar uma olhada para ver se tenho direito a receber. Esse dinheiro pode ajudar a fazer algumas coisas pendentes”, comenta Vanderlei.
Segundo a advogada trabalhista Fabiana Baptista de Oliveira, o fundo funcionou como uma espécie de poupança individual até o fim da década de 1980.
“O fundo servia como uma poupança individual do trabalhador até 1988”, explica a especialista.
Quem tem direito
O direito aos valores alcança quem teve vínculo formal de trabalho entre 1971 e 1988, seja na iniciativa privada, com carteira assinada, seja no serviço público. As cotas do Pis/Pasep foram unificadas ao FGTS, mas muitos titulares ainda não fizeram o saque.
Em caso de morte do titular, herdeiros também podem consultar e solicitar o pagamento. Para isso, será necessário comprovar o parentesco e apresentar a documentação exigida, conforme orientações disponíveis na plataforma oficial do governo.
Como consultar e evitar golpes
Para saber se há dinheiro a receber, o trabalhador deve acessar o aplicativo do FGTS ou o portal Repis Cidadão, do Ministério da Fazenda. As plataformas indicam se há saldo, mostram o passo a passo para o saque e trazem informações específicas para herdeiros.
A consulta exige o uso de uma conta no portal gov.br, com login e senha. Especialistas reforçam que não é necessário clicar em links enviados por WhatsApp, SMS ou e-mail.
As autoridades alertam para tentativas de fraude: a conferência das cotas do Pis/Pasep é feita apenas pelos canais oficiais do governo, e o cidadão não deve informar dados pessoais em sites ou mensagens desconhecidas.
O prazo para consultar e solicitar os valores vai até setembro de 2028. Quem fizer o pedido antes, recebe antes, dentro do calendário operacional dos bancos.
O bancário aposentado José Carlos Gonçalves afirma que já verificou outras vezes, mas pretende conferir novamente.
“Em outras vezes não tinha nada, mas vou dar uma olhada novamente”, diz José Carlos.
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