
PMPR prende homem após interferência de drone em resgate aeromédico
Foto: PMPR
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) prendeu, na noite de domingo (15), em Balneário Coroados, em Guaratuba, no litoral do Estado, um homem suspeito de atentado contra a segurança do transporte aéreo após ele operar um drone que impediu a decolagem do helicóptero Arcanjo 01 durante o resgate aeromédico de uma criança vítima de afogamento.
Drone impede decolagem de helicóptero de resgate
De acordo com a corporação, equipes do Corpo de Bombeiros realizavam atendimento de emergência na faixa de areia quando o helicóptero Arcanjo 01 pousou no local para fazer o transporte da criança. A área já estava isolada para garantir a segurança da operação.
''Uma criança de 13 anos havia se afogado na piscina e a família a levou pro posto de guarda-vidas de coroados. equipe começou atendimento e durante atendimento houve um drone que sobrevoou a aeronave. ele acabou colocando em risco''
Durante o procedimento, um drone passou a sobrevoar a cena em distância considerada extremamente próxima da aeronave. Mesmo após sinais para que o equipamento se afastasse, o operador retomou o voo na mesma área justamente no momento em que o helicóptero iniciava os procedimentos de decolagem, com a hélice em funcionamento.
Segundo a PMPR, a presença do drone impediu o voo do Arcanjo 01 e colocou em risco a segurança de todos os envolvidos na operação de resgate, obrigando as equipes a interromperem a decolagem.
Operador não tinha registro nem autorização
Diante da situação, policiais localizaram o operador do equipamento e fizeram a abordagem. O homem informou que não possuía autorização para aquele voo nem registro do drone junto aos órgãos competentes.
A PMPR prendeu o suspeito pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto na legislação penal, que enquadra condutas que possam impedir ou dificultar a navegação aérea. O drone, da marca DJI, foi apreendido.
Uso irregular de drones em áreas de resgate
Segundo a Polícia Militar, o uso de drones em áreas onde atuam helicópteros de resgate é proibido quando feito sem autorização e em desacordo com as normas de segurança. A corporação destaca que a prática pode atrasar atendimentos, forçar a interrupção de voos e expor equipes e vítimas a risco.
A PMPR lembra que órgãos reguladores da aviação exigem cadastro, plano de voo e respeito a regras específicas para a operação de aeronaves remotamente pilotadas. Na avaliação da corporação, o cumprimento dessas normas é essencial para evitar incidentes como o registrado em Guaratuba e preservar a segurança pública em situações de emergência.
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