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Saiba o que é e como se proteger do golpe do amor em aplicativos de namoro

Delegado do Nuciber orienta vítimas a denunciar e guardar provas do estelionato sentimental

Da redação
DA REDAÇÃO

11/06/2026 • 19:17 • Atualizado em 12/06/2026 • 14:31

Com a aproximação do Dia dos Namorados, celebrado nesta sexta-feira (12), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população para o estelionato sentimental, conhecido como golpe do amor, praticado por meio de redes sociais, aplicativos de relacionamento e outras plataformas digitais.

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Nesse tipo de crime, os autores criam perfis falsos, estabelecem contato frequente com as vítimas e constroem um vínculo afetivo ao longo de semanas ou meses. Depois de conquistar a confiança, passam a relatar dificuldades financeiras, emergências médicas ou problemas em viagens para pedir transferências bancárias, pagamentos ou empréstimos.

De acordo com o delegado José Barreto, responsável pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), muitas pessoas ainda deixam de buscar ajuda por vergonha ou receio.

"A culpa nunca é da vítima, por isso não tenha vergonha de denunciar. Guarde o máximo de informações possíveis: URLs, números de telefone, nomes de perfis, nicknames e e-mails, e confie na Polícia Civil. Nós temos expertise técnica para chegar aos autores, por mais que eles se julguem invisíveis", afirma.

Estelionatários criam vínculos para pedir dinheiro

Segundo a PCPR, os golpistas costumam usar fotografias de terceiros, imagens retiradas da internet ou conteúdos gerados artificialmente para montar um perfil atraente. Em seguida, demonstram interesse afetivo e mantêm conversas constantes, gerando sensação de proximidade e confiança.

Com a relação consolidada, os criminosos apresentam justificativas para solicitar dinheiro. Entre as alegações mais comuns estão despesas médicas, dívidas, acidentes, compra de passagens aéreas, taxas alfandegárias ou dificuldades para retornar ao país de origem.

É frequente que esses perfis evitem encontros presenciais e recusem chamadas de vídeo, recorrendo a desculpas para justificar ausências e informações inconsistentes.

Sinais de perfis falsos nas redes

Alguns elementos podem indicar que um perfil é falso ou suspeito. Entre os principais sinais estão:

  • Contas criadas recentemente;
  • Grande quantidade de fotos publicadas na mesma data;
  • Imagens com baixa resolução ou retiradas de bancos de imagens;
  • Fotografias com possíveis falhas geradas por inteligência artificial;
  • Muitos seguidores, mas pouca interação real nas publicações;
  • Resistência em realizar chamadas de vídeo ou encontros presenciais.

A PCPR recomenda ainda o uso de ferramentas de busca reversa de imagens para verificar se a foto do perfil aparece vinculada a outra pessoa ou em diversos sites na internet.

Como se prevenir de fraudes afetivas

Para reduzir o risco de cair nesse tipo de golpe, a orientação é manter cautela ao iniciar relacionamentos pela internet, principalmente quando o contato se mantém exclusivamente no ambiente virtual. A polícia destaca a importância de desconfiar de pedidos de dinheiro, independentemente da justificativa, e evitar transferências ou empréstimos para pessoas conhecidas apenas por redes sociais ou aplicativos.

Os usuários também devem evitar o envio de documentos, dados bancários e outras informações pessoais a desconhecidos. Antes de aprofundar qualquer relação virtual, é recomendável verificar a autenticidade do perfil e observar possíveis incoerências nas informações.

Medidas como manter dispositivos e aplicativos atualizados, utilizar senhas fortes e diferentes para cada conta, revisar configurações de privacidade e não clicar em links enviados por desconhecidos também ajudam a aumentar a segurança digital.

Orientações para registrar ocorrência

Em caso de suspeita ou confirmação de golpe, a PCPR orienta interromper imediatamente o contato com o criminoso e preservar todas as provas disponíveis, como prints de conversas, links de perfis, endereços eletrônicos, números de telefone e comprovantes de transferências.

O boletim de ocorrência pode ser registrado em qualquer delegacia da PCPR ou, nos casos previstos, pela Delegacia Eletrônica da PCPR.

Em Curitiba, o atendimento especializado em crimes virtuais é feito pelo Nuciber, localizado na Rua Pedro Ivo, nº 672, no Centro. Informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3304-6800.

"O registro da ocorrência é fundamental para a investigação e para a identificação dos autores dos crimes praticados no ambiente digital", completa o delegado José Barreto.