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Polícia Científica do Paraná é 2ª em ranking nacional de DNA

Estado registra mais de 4 mil novos perfis genéticos criminais em um ano e consolida laboratório como referência na elucidação de delitos

Da redação
DA REDAÇÃO

03/02/2026 • 17:44 • Atualizado em 03/02/2026 • 17:44

Polícia Científica do Paraná alcança segundo lugar no Banco de Perfis Genéticos

Polícia Científica do Paraná alcança segundo lugar no Banco de Perfis Genéticos

Foto: SESP

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) alcançou a segunda colocação no ranking do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) em número de novos registros, entre novembro de 2024 e novembro de 2025, e consolidou o Estado como uma das principais referências do País em identificação genética aplicada à investigação criminal.

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O desempenho resulta do avanço contínuo na inserção e na qualificação de perfis no banco nacional. No período, o Paraná cadastrou 4.135 novos perfis genéticos de interesse criminal e somou 4.401 registros ao indicador de perfis totais inseridos, o que evidencia a capacidade operacional das equipes da PCIPR.

Com os novos cadastros, o Estado passou a responder por 8.426 perfis na categoria de referências criminais, que engloba condenados, pessoas identificadas criminalmente, registros determinados por decisão judicial e restos mortais identificados. Os números reforçam o peso do Paraná dentro do sistema nacional.

A posição no ranking do BNPG reforça o movimento de ampliar o uso de tecnologias de DNA como ferramenta para acelerar investigações, conectar casos e dar suporte à responsabilização de suspeitos em todo o território paranaense.

Avanço se apoia em tecnologia e ampliação de efetivo

Para o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, o resultado é consequência direta dos investimentos recentes em estrutura, pessoal e modernização dos laboratórios de genética forense do Estado.

"O desempenho do Paraná reflete o esforço conjunto do governo em valorizar a Polícia Científica, com mais efetivo, tecnologia de ponta e melhoria da carreira. Hoje alcançamos um nível de automação e capacidade operacional que nos coloca entre os maiores laboratórios do País, inclusive com tecnologias avançadas de sequenciamento genético utilizadas por poucos centros no mundo", afirma Pimenta.

Na avaliação do diretor-geral, o fortalecimento da área de genética fortalece toda a cadeia de segurança pública, ao contribuir para a solução de crimes complexos e abrir espaço para revisitar casos antigos que estavam sem resposta.

"Esse avanço fortalece a segurança pública, contribui para a solução de crimes complexos e permitirá revisitar casos antigos para beneficiar vítimas", complementa.

Como funciona o Banco Nacional de Perfis Genéticos

O Banco Nacional de Perfis Genéticos funciona como uma base de dados integrada de alcance nacional. Cada novo DNA inserido pelos laboratórios oficiais é comparado com vestígios coletados em cenas de crimes em todos os estados e no Distrito Federal.

Quando o sistema encontra coincidências entre um perfil armazenado e um material biológico coletado em local de crime, a polícia consegue indicar possíveis autores, relacionar delitos distintos cometidos pela mesma pessoa e esclarecer investigações que estavam paradas por falta de provas materiais.

Criado por legislação federal e gerido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o BNPG recebe perfis encaminhados pelas polícias científicas e pela Polícia Federal, seguindo protocolos que incluem a cadeia de custódia da prova, critérios técnicos para inserção dos dados e regras de proteção de informações pessoais.

Crescimento nacional e participação do Paraná

Desde maio de 2024, o número de perfis genéticos de indivíduos cadastrados criminalmente no Brasil aumentou cerca de 15%, alcançando 193.395 registros até maio de 2025, de acordo com dados oficiais do banco nacional.

Desse total, o Paraná responde por 8.426 perfis na categoria de referências criminais, o que representa cerca de 4% do conjunto de registros do País e garante ao Estado a segunda colocação nacional no indicador de novos cadastros na base.

Segundo a Polícia Científica, o resultado evidencia o trabalho contínuo das equipes técnicas, apoiado em inovação e capacitação permanente, e consolida o laboratório paranaense como referência no uso de perfis genéticos para a elucidação de crimes.

"O resultado evidencia o trabalho contínuo das equipes técnicas, aliado a investimentos em estrutura, inovação e capacitação, consolidando o Paraná como referência nacional no uso de perfis genéticos para a elucidação de crimes", conclui Ciro Pimenta.

O avanço, segundo a direção da PCIPR, fortalece a segurança pública, contribui para a solução de crimes complexos e abre caminho para revisitar casos antigos em busca de justiça para as vítimas.