
Investigação concluiu que falhas técnicas podem ter causado a explosão na Enaex; empresa pode responder nas áreas cível, administrativa e trabalhista.
Foto: Arquivo Band Paraná
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre a explosão na fábrica da Enaex Brasil, ocorrida em 12 de agosto de 2025, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.De acordo com a investigação, ninguém foi indiciado criminalmente. O caso será agora analisado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que decidirá se haverá novas diligências ou eventual denúncia.
A delegada Gessica Andrade, responsável pela apuração, explicou que as causas do acidente foram de natureza técnica, sem indícios de dolo ou negligência criminal direta.
“A análise aponta que o acidente pode ter sido causado pela elevação da temperatura de um dos equipamentos e pela contaminação da matéria-prima, que aumentou o atrito no reator”, afirmou.
Relatório técnico e possíveis responsabilidades
Durante as investigações, foram constatados problemas estruturais no local, mas todos os laudos e liberações estavam regulares.A delegada destacou que, embora não haja indiciamento, a empresa ainda pode ser responsabilizada nas esferas cível, trabalhista e administrativa, conforme o resultado de análises complementares.
O inquérito foi encaminhado ao MPPR, que tem 15 dias para se manifestar. O órgão poderá requisitar novas diligências, arquivar o caso ou oferecer denúncia se identificar responsabilidade penal.
Nota oficial da Enaex Brasil
Em nota, a Enaex Brasil lamentou o ocorrido e reafirmou o compromisso com as famílias das vítimas, colaboradores e comunidade. A empresa destacou que a investigação da Polícia Civil apresenta hipóteses, mas não aponta uma causa determinante para a explosão.
“A Enaex Brasil reitera seu profundo pesar pelo acidente ocorrido em 12 de agosto na planta de Booster, no complexo industrial de Quatro Barras. Expressamos nosso agradecimento a todos que participaram dos trabalhos de resgate e identificação das vítimas, nas ações de apoio às famílias, colaboradores e comunidades vizinhas, assim como nas investigações relacionadas ao caso.”
O comunicado também ressalta que a companhia mantém diálogo direto com familiares das vítimas e seus advogados, além da Defensoria Pública do Estado do Paraná, e que as negociações de indenizações estão sendo conduzidas de maneira consensual e confidencial.
“A investigação está encerrada e o resultado indica apenas algumas hipóteses e não a causa raiz determinante. O trabalho deixa como legado o reforço das bases de segurança da companhia”, informou a Enaex.
A empresa afirma ainda que mantém canais de comunicação abertos com moradores e colaboradores das regiões próximas à planta e que o canal [email protected] está disponível para solicitações e informações.
MPPR acompanha o caso
O Ministério Público do Paraná reforçou, em nota, que a apuração será conduzida com rigor técnico e transparência, e que eventuais medidas serão tomadas conforme os prazos legais.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

