
Cadela morreu após ser atacada por cães soltos no Parque Barigui, em Curitiba.
Foto: Band Paraná
Uma manifestação está marcada para este domingo (26), às 14h, no Parque Barigui, em Curitiba. O ato é organizado por Juliana Leal Laux, tutora da cadela Lili, que morreu após ser atacada por dois cães da raça pastor belga malinois no início de setembro. O grupo pretende chamar a atenção do Ministério Público do Paraná (MPPR) para que o caso não seja encerrado sem responsabilizações.
Segundo Juliana, o inquérito foi arquivado sem que a investigação fosse concluída.
“A Delegacia despachou o inquérito antes mesmo de completar um mês de investigação, e o Ministério Público arquivou por falta de provas. Mas não há provas suficientes justamente porque a própria delegacia não investigou”, disse.
Ela afirma que vai protocolar uma denúncia na Corregedoria da Polícia Civil para apurar a condução do caso.
“De quem é o interesse que esse caso não seja investigado devidamente?”, questionou.
Nota Polícia Civil
A PCPR informa que instaurou inquérito policial para apurar o caso. Durante a investigação, oitivas de testemunhas estavam sendo realizadas, bem como a análise de imagens de câmeras de videomonitoramento a fim de chegar aos responsáveis pelos animais que causaram o ataque.
No curso das apurações, o procedimento foi arquivado por decisão da justiça.
Com isso, o inquérito foi relatado informando que diante do arquivamento dos autos por decisão da justiça e impossibilidade de continuidade das investigações, não foi possível identificar a autoria e materialidade delitivas.
MP responde
Foi promovido o arquivamento do inquérito porque, mesmo após diligências realizadas pela Delegacia de Meio Ambiente — incluindo análise de câmeras de segurança e oitiva de testemunhas —, não foi possível a identificação de responsabilidade pelo ataque.
Por meio das imagens não foi possível confirmar quem eram os tutores dos cães, e os depoimentos não trouxeram elementos suficientes para individualizar a autoria, não sendo possível, assim, o oferecimento de denúncia.
O arquivamento, no entanto, se dá sem prejuízo de eventual reabertura caso surjam novas provas que permitam identificar o tutor dos animais envolvidos. Caso surjam novas informações ou algum material que possa auxiliar na identificação, o Ministério Público pode requisitar a reabertura das investigações.
Relembre o caso
O ataque ocorreu no dia 5 de setembro, no Parque Barigui, quando Lili, uma dachshund de 10 anos, foi atacada por dois cães de grande porte que estavam soltos, sem guia e sem focinheira. A tutora ainda tentou erguer a cadela para protegê-la, mas o animal não resistiu aos ferimentos.
Os donos dos cães fugiram do local e não foram identificados. O caso gerou comoção entre frequentadores do parque e reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos tutores e a necessidade de fiscalização.
Projeto de lei propõe novas regras
Após a morte de Lili, o vereador Jasson Goulart apresentou um projeto de lei que atualiza as regras para condução de cães em locais públicos. A proposta prevê multas de até R$ 3 mil, uso obrigatório de coleira, guia curta e focinheira para raças de grande porte.
De acordo com o parlamentar, a intenção é “evitar novas tragédias e garantir segurança para pessoas e animais”. O texto tramita na Câmara Municipal de Curitiba.
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