
A ação ocorreu em Matinhos, no Litoral do Estado.
Foto: PCPR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu na manhã desta terça-feira (10) mandados de busca e apreensão em Matinhos, no litoral do Estado, em uma ação que investiga supostas irregularidades no pagamento de diárias e no repasse de valores de assessores parlamentares da Câmara Municipal, prática conhecida como "rachadinha".
Os mandados foram expedidos no âmbito de um inquérito policial instaurado para apurar possíveis irregularidades envolvendo o pagamento de diárias a servidores do Legislativo municipal.
De acordo com o delegado da PCPR Thiago Fachel, há indícios de que assessores parlamentares eram obrigados a repassar parte dos valores recebidos a título de diárias, além de frações das remunerações mensais, em benefício da pessoa investigada.
As buscas ocorreram em Matinhos. "As buscas tiveram como objetivo apreender documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos", explicou o delegado.
Suspeita de desvio de diárias e salários
Ainda segundo Fachel, a investigação apura a exigência de devolução de parte do que os assessores recebiam em diárias e também em salários, valores que teriam sido direcionados ao investigado.
As diárias são valores pagos a servidores para custear deslocamentos e despesas em atividades relacionadas ao trabalho legislativo, como viagens oficiais e participação em eventos, e não podem ser usadas para fins pessoais ou repassadas a terceiros.
O que é a prática conhecida como rachadinha
A prática investigada se enquadra no que ficou conhecido como "rachadinha", termo usado para descrever esquemas em que agentes políticos exigem que servidores devolvam parte dos salários, diárias ou outros benefícios recebidos em função do cargo.
Esse tipo de arranjo desvia recursos públicos de sua finalidade original e, em geral, ocorre de forma informal, por meio de acertos verbais, o que dificulta o rastreamento do dinheiro e a responsabilização dos envolvidos pelos órgãos de controle.
Investigação segue em andamento
O inquérito conduzido pela PCPR segue em andamento. O delegado afirma que os documentos e materiais apreendidos podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.
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