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Polícia Civil faz operação contra rachas em Londrina e Cambé

Ação cumpre 15 mandados, suspende CNH de 13 suspeitos e mira perfil usado para divulgar corridas ilegais

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

23/04/2026 • 08:33 • Atualizado em 23/04/2026 • 08:33

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nas primeiras horas desta quinta-feira (23) uma operação em Londrina e Cambé, no Norte do Estado, para desarticular um grupo investigado por promover rachas e manobras perigosas em vias públicas.

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Com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Municipal, os policiais cumprem 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. As equipes buscam celulares, dispositivos eletrônicos e rádios comunicadores que podem comprovar a participação em corridas não autorizadas, associação criminosa e incitação ao crime.

Além das buscas, o Poder Judiciário autorizou medidas cautelares como a suspensão imediata do direito de dirigir de 13 investigados identificados como condutores nas infrações. A Justiça também determinou o bloqueio do perfil em rede social usado para divulgar os eventos, proibiu que os envolvidos deixem a comarca sem autorização e liberou a perícia e a extração de dados dos equipamentos apreendidos.

Entenda a investigação

De acordo com a PCPR, o inquérito identificou uma associação criminosa voltada à organização e divulgação de eventos clandestinos de corrida de veículos em vias públicas de Londrina e cidades vizinhas.

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e uso de rádios comunicadores para coordenar as disputas e acompanhar a movimentação das forças de segurança na região.

"Esse grupo atuava de forma estruturada, chegando a utilizar rádios comunicadores para coordenar as disputas e monitorar a presença policial", pontua o delegado da PCPR Edgard Hildebrand Soriani.

Risco para motoristas e pedestres

Os investigadores apontam que os suspeitos mantinham um perfil em rede social onde publicavam registros das atividades. A polícia obteve vídeos e fotos de veículos em alta velocidade, com marcações de até 186 km/h em avenidas urbanas de grande circulação.

As imagens também mostram manobras arriscadas próximas a espectadores sem qualquer proteção. Para a PCPR, as condutas revelam alto potencial lesivo, inclusive com reflexos anteriores no trânsito da região.

O inquérito destaca que um dos investigados se envolveu em um acidente de trânsito fatal meses antes, que vitimou um motociclista. As provas colhidas na operação vão complementar a apuração sobre a atuação do grupo e podem embasar novas medidas judiciais.