
Polícia Civil identifica quatro corpos encontrados em área rural de Icaraíma
Foto: SESP PR
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou oficialmente a identidade dos quatro corpos encontrados em uma área rural de Icaraíma, no Noroeste do Estado. A identificação foi feita por meio de exames de necropapiloscopia após 44 dias de buscas.
As vítimas são Alencar Gonçalves de Souza Giron, contratante dos cobradores de dívida, e os três cobradores que haviam saído do interior de São Paulo no início de agosto: Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira.
Técnica de identificação
Os papiloscopistas da PCPR utilizaram a necropapiloscopia, técnica que coleta e compara impressões digitais com registros oficiais para confirmar identidades de forma segura e precisa.
“Graças à dedicação desses profissionais, conseguimos trazer respostas às famílias e à sociedade sobre a ocorrência de Icaraíma. Esse é um exemplo claro de como a ciência e a técnica fortalecem a segurança pública do nosso Estado”, afirmou o secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira.
O portal Band Paraná, que acompanha o caso desde o início, preparou um resumo especial com os principais fatos da investigação. A cobertura reúne vídeos exclusivos, incluindo declarações do secretário da Segurança Pública, da advogada que representa as famílias das vítimas e autoridades envolvidas nas buscas, além de todos os detalhes sobre as operações, a localização da caminhonete e a identificação dos corpos.
Caso Icaraíma — Linha do Tempo
Reportagem do Band Cidade resume o caso em 3 minutos
4 de agosto:
Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Affonso saem de São José do Rio Preto (SP) rumo a Icaraíma (PR).
Objetivo: cobrar dívida de R$ 255 mil (10 notas promissórias de R$ 25.500 cada).
Eles se encontram com o contratante, Alencar Gonçalves de Souza, e juntos vão ao sítio de Antônio Buscariollo (67) e Paulo Ricardo Buscariollo (22).
Primeira conversa: ficou acertado que no dia seguinte voltariam para buscar o dinheiro ou renegociar a dívida.
5 de agosto:
Antes de ir ao sítio, os quatro tomam café da manhã em uma padaria — últimas imagens deles com vida.
Após reunião com pai e filho, eles desaparecem.
Telefones deixam de atender e de emitir sinal.
Prisão e fuga:
Polícia leva Antônio e Paulo Ricardo para depor, mas eles são liberados.
No dia seguinte, eles e os familiares desaparecem da cidade.
Justiça decreta prisão temporária dos dois — que passam a ser considerados foragidos.
Cartas e pistas:
Parente de Alencar recebe carta anônima indicando local onde estariam carro e corpos, a 9 km do sítio.
Localização da caminhonete:
Polícia Ambiental encontra veículo enterrado a cinco metros de profundidade em um bunker no meio da mata.
Caminhonete estava embalada em plástico para dificultar localização.
Vestígios de sangue e disparos aumentam suspeita de execução.
Corpos encontrados:
Dias depois, corpos são localizados a cerca de 500 metros do bunker.
Exames de necropapiloscopia confirmam as identidades das vítimas.
Execução brutal:
O Secretário de Segurança Pública, Hudson Teixeira, fala ao vivo com Joel Datena sobre as investigações
Vítimas foram atingidas por disparos no rosto, pescoço e tórax, possivelmente com o veículo ainda em movimento.
Após o crime, criminosos enterraram caminhonete e corpos para ocultar provas.
Situação atual:
A advogada que representa as famílias fala dos próximos passos
PCPR segue em diligências para localizar e prender Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.
Caso segue sob investigação e sob sigilo.
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