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Polícia conclui todos os inquéritos antigos de homicídios em Curitiba

Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade vai deixar de existir após zerar casos antigos

Da redação
DA REDAÇÃO

26/01/2026 • 17:36 • Atualizado em 26/01/2026 • 17:36

A Polícia Civil do Paraná concluiu todos os inquéritos antigos de crimes contra a vida que estavam pendentes em Curitiba. O trabalho foi realizado pela Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade, unidade criada para atuar em casos que não haviam sido elucidados no prazo de até dois anos.

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Entre 2020 e 2025, a delegacia chegou à autoria de 572 homicídios e tentativas de homicídio.

A unidade integrou a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa e foi criada em 2014 devido ao grande volume de investigações sem indicação de autoria.

“Em geral, tratava-se de casos com múltiplas linhas de investigação e dificuldade na definição de motivação, dinâmica dos fatos e identificação de testemunhas. Também lidamos com inquéritos em que não havia testemunhas ou, quando existiam, apresentavam relatos contraditórios”, afirmou a delegada-chefe da DHPP, Camila Cecconelo.

“Por isso, esse tipo de ocorrência se torna mais complexa e exige técnicas investigativas específicas, que demandam mais tempo e atenção redobrada”, completou.

Reanálise técnica e uso de novas tecnologias

Para chegar à elucidação de cada caso, os policiais realizaram uma análise técnica de todo o material produzido nas investigações iniciais, com o objetivo de verificar se todas as diligências haviam sido cumpridas e identificar novos caminhos investigativos.

O trabalho foi potencializado pela integração com a Polícia Científica do Paraná e pela modernização do Instituto de Identificação.

“Muitos vestígios que, no passado, não geravam resultados puderam ser reavaliados com as tecnologias atuais. Conseguimos confrontar materiais genéticos, digitais e balísticos em nível nacional por meio de ferramentas como o Banco Nacional de Perfis Genéticos, o AFIS Criminal e o Sistema Nacional de Análises Balísticas”, afirmou a delegada.

Caso Rachel Genofre foi um dos mais emblemáticos

Entre os casos solucionados está o homicídio de Rachel Genofre, ocorrido em 2008. O autor foi identificado em 2019 após coleta de material genético em um presídio de São Paulo, com compatibilidade confirmada no banco nacional.

Nos últimos cinco anos, a unidade solucionou dezenas de crimes antigos, com impacto direto para familiares das vítimas.

“Muitas destas famílias já não tinham mais esperança de uma resposta. Quando conseguimos esclarecer esses casos, trazemos uma sensação de justiça, alívio emocional e reforçamos a confiança da população na aplicação da lei”, disse Camila Cecconelo.

“Além disso, a responsabilização desses autores impede que continuem cometendo outros crimes, encerrando ciclos de violência”, completou.

Unidade encerrou atividades em 2025

Com o cumprimento da missão institucional, a Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade encerrou suas atividades em dezembro de 2025. A informação foi divulgada pela PCPR nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026.

Os policiais foram integrados às demais delegacias da DHPP para reforçar as investigações de homicídios recentes em Curitiba.

“Agora, esse efetivo passa a atuar nos casos atuais, o que deve trazer mais agilidade nas apurações e um índice ainda maior de solução de crimes contra a vida”, concluiu a delegada.

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