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Polícia do Paraná desmonta gangue do Rolex em Curitiba

Cinco suspeitos de roubar relógios de luxo são presos; vítimas eram escolhidas em carros de alto padrão

Por Redação
REDAÇÃO

02/03/2026 • 14:10 • Atualizado em 02/03/2026 • 14:10

A Polícia Civil do Paraná desarticulou uma quadrilha especializada no roubo de relógios de luxo, conhecida como gangue do Rolex, e prendeu cinco suspeitos em Curitiba após investigação que começou no ano passado.

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Imagens de câmeras de segurança mostram criminosos armados abordando motoristas parados no trânsito e exigindo os relógios usados pelas vítimas. Em um dos casos, uma mulher reagiu tentando esconder o acessório dentro do carro.

Segundo o delegado Fernando Zamoner, que conduz o caso, a vítima retirou o relógio do pulso e o jogou no chão do veículo, mas o assaltante percebeu a manobra.

"Ela chegou a tirar o relógio do pulso, jogou no chão do carro, mas a pessoa que a abordou disse que tinha visto o relógio, ordenou que ela ajuntasse o relógio e entregasse para ele. Então isso mostrou que era uma ação direcionada e já acendeu o nosso alerta de que possivelmente era um tipo de ação já conhecida de um grupo criminoso de São Paulo, que tem por hábito, pelo Brasil todo, encaminhar pessoas vinculadas a essa organização para realização de assaltos e subtração deste tipo de relógio", explicou o delegado.

Vítimas de carros de alto padrão eram alvo

As investigações apontam que os criminosos observavam as vítimas momentos antes da abordagem. Os alvos tinham perfil semelhante: pessoas em carros de alto valor e que usavam relógios de marcas sofisticadas.

Entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, a polícia identificou pelo menos outras cinco ocorrências com o mesmo modo de atuação e atribuiu os crimes ao grupo agora detido.

Relógios apreendidos e rota até São Paulo

Durante a operação, os policiais apreenderam cinco relógios de luxo, um colete balístico, armas, munições e placas de veículos adulteradas, que os suspeitos usavam para dificultar o rastreamento dos carros.

De acordo com a Polícia Civil, os relógios seguiam para São Paulo, onde integrantes da organização os revendiam no mercado paralelo. A investigação continua para identificar outros envolvidos, inclusive possíveis receptadores.

Na visão de Zamoner, o combate aos compradores desse tipo de produto é fundamental para reduzir esse tipo de crime.

"A lei pune tanto o autor do roubo ou do furto do bem quanto quem ilegalmente adquire esse tipo de bem, que é o fomento para a prática do crime. Só vai haver o furto, haver o roubo, enquanto houver alguém disposto a comprar produtos de origem ilícita ou ao menos de origem duvidosa", ressaltou o delegado.