A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa, cumpriu na manhã desta sexta-feira (12) mandado de busca e apreensão na casa de um jovem de 19 anos investigado por ameaças de massacre escolar contra dois colégios estaduais do município.
Ameaças citaram duas escolas estaduais
Segundo o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, titular da Delegacia do Adolescente, o suspeito usou um perfil falso em redes sociais para divulgar mensagens que mencionavam nominalmente dois estabelecimentos de ensino da cidade. As publicações geraram temor entre alunos, familiares, professores e toda a comunidade escolar.
Durante a investigação, os policiais identificaram que o colégio citado como N1 nas postagens é a escola onde o investigado estudou anteriormente. Já o colégio indicado como N2 é a instituição onde uma familiar dele estuda atualmente, o que aumentou a preocupação dos investigadores.
O nome do perfil utilizado nas ameaças fazia referência ao sobrenome de um dos autores do ataque a uma escola em Suzano (SP), em 2019, fato que, de acordo com a Polícia Civil, reforçou a necessidade de resposta rápida e aprofundamento das diligências, incluindo medidas telemáticas para localizar o responsável.
Busca apreende cocaína e resulta em prisão por tráfico
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil pediu à Justiça a expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar, que o Judiciário deferiu. Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais apreenderam uma porção de cocaína na residência do jovem. Ele afirmou ser o dono da droga.
Na mesma diligência, os agentes constataram que a mãe do investigado tinha mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada à Cadeia Pública Hildebrando de Souza para cumprimento da ordem judicial.
Delegado diz não ver plano concreto de ataque
Até o momento, as investigações não identificaram qualquer elemento que indique preparação efetiva ou planejamento concreto de um ataque contra instituições de ensino em Ponta Grossa. A Polícia Civil também afirma que não há risco atual às comunidades escolares do município.
Mesmo assim, o jovem responderá pelo crime de ameaça, por meio de Termo Circunstanciado, sem prejuízo da continuidade das investigações e da eventual descoberta de outros delitos a partir da análise do material apreendido.
"Toda e qualquer ameaça envolvendo instituições de ensino é tratada com absoluta seriedade pela Polícia Civil. Não podemos presumir que uma ameaça seja falsa antes da devida apuração, especialmente diante do temor e da insegurança que esse tipo de conduta provoca em toda a comunidade escolar", afirmou o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira. Ele acrescentou que, até agora, não foi identificado risco concreto para as escolas da cidade.
Escolas colaboram e polícia reforça canais de denúncia
As direções dos dois colégios mencionados nas postagens colaboraram desde o início das investigações, adotando medidas administrativas e de segurança e contribuindo, segundo a polícia, para a rápida identificação do suspeito. Os nomes das instituições não serão divulgados por motivos de segurança e para evitar exposição das comunidades escolares.
A Polícia Civil do Paraná reforça que a criação de perfis falsos e o uso de redes sociais para a prática de crimes não garantem anonimato. A corporação afirma que todas as informações sobre possíveis ameaças a escolas são apuradas com rigor e prioridade, e orienta que denúncias e relatos de situações suspeitas sejam comunicados imediatamente às forças de segurança.
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