A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu nove pessoas em flagrante, nesta quarta-feira (18), após desarticular um escritório usado para aplicar golpes com falsos anúncios de imóveis, veículos e caminhões no Centro de Curitiba.
As prisões ocorreram em um imóvel no primeiro andar de um edifício na Avenida Marechal Floriano Peixoto, onde policiais encontraram pessoas sendo atendidas no momento da abordagem.
Como funcionava o esquema
De acordo com o delegado da PCPR Reinaldo Zequinão, o grupo criava perfis falsos em redes sociais e plataformas de marketplace para clonar anúncios de bens que não pertenciam aos suspeitos.
As ofertas eram divulgadas com valores abaixo dos praticados no mercado, com o objetivo de atrair interessados na compra de imóveis, veículos e caminhões.
“As vítimas eram levadas até o escritório sob a promessa de aquisição de bens por meio de financiamento ou compra direta. Após o pagamento de valores de entrada, assinavam contratos de consórcio, sem garantia de recebimento dos bens anunciados. Em alguns casos, foi constatado que as cartas de crédito não existiam”, explica o delegado.
Segundo a PCPR, os anúncios reais eram apenas usados para induzir as vítimas ao erro e dar aparência de legitimidade ao negócio.
Vítima perdeu cerca de R$ 60 mil
A investigação começou após o relato de uma vítima que registrou prejuízo de aproximadamente R$ 60 mil ao acreditar que compraria um bem anunciado pelo grupo.
Durante a ação no escritório, os policiais verificaram que os bens ofertados nas plataformas não tinham qualquer vínculo com os suspeitos.
Além dos nove presos em flagrante, dois adultos e dois adolescentes foram conduzidos à delegacia para esclarecimentos e, em seguida, liberados.
Crimes investigados e próximos passos
Os detidos foram autuados pelos crimes de estelionato, nas formas consumada e tentada, e por associação criminosa.
A PCPR segue com as investigações para identificar a movimentação financeira do grupo e apurar o possível envolvimento de outras pessoas na fraude.
Todos os capturados foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.
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