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Polícia prendeu 6 pessoas por vender 'droga gourmet' em redes sociais

Ação em cidades do Paraná mirou esquema que usava perfis falsos e entregas por Correios, motoboy e aplicativos para alcançar público de maior renda

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

10/04/2026 • 14:22 • Atualizado em 10/04/2026 • 14:22

Uma operação das forças policiais do Paraná prendeu seis pessoas suspeitas de integrar um esquema de venda de drogas chamadas de 'gourmet' por meio de redes sociais, em ações realizadas em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Londrina e Maringá.

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Como funcionava o esquema

De acordo com as informações da investigação, os suspeitos usavam perfis falsos nas plataformas para oferecer os entorpecentes e combinar toda a negociação diretamente com os interessados, sem contato presencial entre vendedores e compradores.

As drogas chegavam aos clientes por diferentes modalidades de entrega, como serviços dos Correios, motoboys e aplicativos de transporte, sempre a partir das orientações passadas nas conversas virtuais.

Com isso, o grupo conseguia manter distância física dos consumidores e dispersar as etapas da venda, o que tornava o esquema menos visível no dia a dia das ruas.

Quem eram os clientes

Segundo a investigação, os compradores eram principalmente pessoas de maior poder aquisitivo, alcançadas a partir da divulgação do serviço nas redes e de indicações em ambientes virtuais.

A atuação voltada a consumidores com mais renda está ligada ao próprio conceito de 'droga gourmet', expressão usada para se referir a entorpecentes vendidos com apelo de qualidade superior, apresentação diferenciada e valores mais altos do que os praticados no tráfico comum.

Venda de drogas pelas redes sociais

Casos de venda de drogas pelas redes sociais têm se tornado mais frequentes e motivam operações policiais em diferentes estados, em que investigadores monitoram perfis suspeitos e acompanham movimentações de entrega para identificar as quadrilhas.

O uso combinado de plataformas digitais, serviços de entrega e perfis anônimos cria novos desafios para a segurança pública e leva as forças policiais a investir em técnicas de investigação cibernética para acompanhar a adaptação do tráfico ao ambiente on-line.