O Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, concentrou de janeiro a março cerca de 400 mil toneladas de óleo de soja exportadas, o que representa 70% de toda a movimentação do produto no país no primeiro trimestre de 2026.
Segundo a administração portuária, o volume embarcado de óleo de soja cresceu 38% em relação ao mesmo período de 2025. Países da Ásia e da África puxaram a demanda e se mantiveram como os principais destinos das cargas.
Para o diretor de Operações Portuárias de Paranaguá, Gabriel Vieira, a busca pelo derivado tem relação direta com a eficiência logística e a qualidade do serviço oferecido no terminal.
“O óleo de soja é um produto muito procurado pelo mercado asiático e aqui o Porto de Paranaguá se torna uma referência tanto em eficiência para a recepção desse produto quanto na qualidade. É um dos pontos, senão o principal ponto que nós prezamos em relação à qualidade desse produto”, afirma Vieira.
Soja em grão e frango também avançam
A exportação de soja em grão pelo porto paranaense também aumentou no primeiro trimestre deste ano. A alta foi de 12% na comparação com os mesmos meses do ano passado, segundo os dados operacionais.
O frango se destacou entre as cargas do período. Quase metade de tudo o que o Brasil exportou da proteína entre janeiro e março saiu por Paranaguá, com destino principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos. O crescimento nesse segmento chegou a 15% na base anual.
Na avaliação da autoridade portuária, o desempenho reforça o papel do terminal como um dos principais corredores de escoamento do agronegócio brasileiro para o mercado externo.
Conflito afeta importação de fertilizantes
Enquanto as exportações avançam, o cenário é de atenção na importação de fertilizantes. O conflito entre Estados Unidos e Irã já impacta o fluxo do insumo para o Brasil, que tem o Paraná como principal porta de entrada desses produtos.
Entre janeiro e março, a movimentação de fertilizantes caiu no Porto de Paranaguá em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O diretor de Operações lembra que 2025 foi um período excepcional para o segmento.
“É difícil comparar com o ano passado, que foi o melhor ano da nossa história em relação à recepção de fertilizantes. Questões de guerra influenciam tanto na disponibilidade de produto quanto na precificação”, explica Vieira.
Ele destaca ainda que, embora as principais origens de fertilizantes que chegam a Paranaguá permaneçam sendo Canadá, Rússia e China, a região do Oriente Médio segue relevante.
“As nossas maiores origens de fertilizantes ainda acabam sendo Canadá, Rússia e China, mas o Oriente Médio tem um papel importante nesse cenário”, completa o diretor.
Segundo Vieira, o porto monitora o quadro internacional e mantém diálogo com operadores e tradings para ajustar programações e minimizar efeitos sobre o abastecimento do campo.
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