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Presos fazem peças de crochê para ação do Dia da Mulher no PR

Iniciativa Mulher Segura nos Parques reúne forças policiais em sete cidades com orientações sobre direitos e prevenção à violência de gênero

Da redação
DA REDAÇÃO

08/03/2026 • 10:42 • Atualizado em 08/03/2026 • 10:42

Mulher Segura: bonecos de crochê feitos por custodiados serão distribuídos nos parques

Mulher Segura: bonecos de crochê feitos por custodiados serão distribuídos nos parques

Foto: SESP

Peças artesanais de crochê feitas por pessoas privadas de liberdade em unidades penais do Paraná serão entregues neste domingo (8), das 8h às 12h, a mulheres que participarem da ação Mulher Segura nos Parques, realizada em parques de sete cidades do Estado em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

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Ação em sete cidades

A iniciativa é promovida pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e integra o Programa Mulher Segura, com mobilizações simultâneas em Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá, Londrina, Cascavel e Pato Branco. O foco é a conscientização sobre direitos das mulheres e a prevenção à violência doméstica, com informação, diálogo e fortalecimento das redes de apoio.

Em Curitiba, as atividades ocorrem nos parques Barigui e Bacacheri, com participação de servidores da Polícia Penal do Paraná, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros. Ao longo da manhã, as equipes distribuem mais de mil itens confeccionados por custodiados em unidades penais de Cascavel, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Umuarama e Foz do Iguaçu.

Além da distribuição do material, o evento inclui atendimentos, orientações e ações educativas das forças de segurança para estimular denúncias, divulgar canais oficiais e reforçar a rede de proteção às mulheres paranaenses.

Artesanato e reinserção social

Entre os produtos produzidos nos presídios estão personagens feitos com a técnica de amigurumi, bonecas de tecido, tapetes, naninhas e chaveiros. As oficinas integram projetos de laborterapia que buscam qualificação profissional, disciplina e criação de oportunidades para pessoas privadas de liberdade. O trabalho também garante remição de pena: a cada três dias trabalhados, um dia é abatido do total a cumprir.

“Nos estabelecimentos penais, o artesanato tem se consolidado como uma importante ferramenta de reinserção social para as pessoas privadas de liberdade”, explica o chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná, Boanerges Silvestre Boeno. “Por meio da produção de peças como amigurumis, tapetes, naninhas e outros trabalhos manuais, os custodiados desenvolvem habilidades, criatividade e disciplina, transformando o tempo ocioso em uma atividade produtiva e significativa.”

Ele destaca que o trabalho manual “contribui para a qualificação profissional, possibilitando que os participantes adquiram conhecimentos que podem ser utilizados como fonte de renda após o cumprimento da pena”. Segundo Boeno, grande parte das matérias-primas vem de familiares dos custodiados e de instituições parceiras, o que, na visão dele, fortalece as ações de reintegração social e “constrói oportunidades, promove dignidade e contribui para um processo real de transformação social”.

Programa foca combate à violência contra a mulher

O Programa Mulher Segura, da Sesp, reúne ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento de crimes como feminicídio, estupro e violência doméstica. Entre as medidas estão palestras educativas, capacitação de agentes públicos e implantação de salas de atendimento especializado nas delegacias, além de iniciativas de proteção e acolhimento às vítimas.

A ação nos parques integra o cronograma do “Mês Mulher Segura 2026”, série de atividades promovidas ao longo de março com foco em orientação, acolhimento e conscientização no combate à violência contra as mulheres. A programação prevê ações específicas organizadas por cada força de segurança, em uma atuação integrada em defesa da vida e da dignidade das paranaenses.