
57 trabalhadores foram resgatados no Paraná
Foto: PRF
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 57 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Itambé, no interior do Paraná. Entre as vítimas estavam 46 indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, recrutados no Mato Grosso do Sul para trabalhar no corte de cana-de-açúcar.
De acordo com o MTE, os trabalhadores eram submetidos à servidão por dívida, com alojamentos precários, falta de higiene e condições degradantes. O órgão classificou a ação como um dos maiores resgates dos últimos anos no Estado.
Retorno ao Mato Grosso do Sul
Após o pagamento dos valores trabalhistas devidos, realizado na manhã de quinta-feira (23), os indígenas foram escoltados de volta às suas aldeias de origem.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) coordenou a escolta de dois ônibus que percorreram cerca de 500 quilômetros, com destino aos municípios de Amambai e Dourados, no Mato Grosso do Sul. A operação contou com apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR).
Investigações continuam
As autoridades seguem investigando os recrutadores e responsáveis pela fazenda onde os trabalhadores foram encontrados. O caso deve ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Justiça Federal.
O MTE reforçou que ações de fiscalização continuarão sendo realizadas em diferentes regiões do país para combater o trabalho escravo e o aliciamento de trabalhadores vulneráveis.
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