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Indígenas eram mantidos em condições análogas à escravidão em fazenda no Paraná

Entre os 57 trabalhadores libertados estavam 46 indígenas Guarani-Kaiowá recrutados no Mato Grosso do Sul para o corte de cana em condições degradantes.

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 14:55 • Atualizado em 24/10/2025 • 14:55

57 trabalhadores foram resgatados no Paraná

57 trabalhadores foram resgatados no Paraná

Foto: PRF

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 57 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Itambé, no interior do Paraná. Entre as vítimas estavam 46 indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, recrutados no Mato Grosso do Sul para trabalhar no corte de cana-de-açúcar.

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De acordo com o MTE, os trabalhadores eram submetidos à servidão por dívida, com alojamentos precários, falta de higiene e condições degradantes. O órgão classificou a ação como um dos maiores resgates dos últimos anos no Estado.

Retorno ao Mato Grosso do Sul

Após o pagamento dos valores trabalhistas devidos, realizado na manhã de quinta-feira (23), os indígenas foram escoltados de volta às suas aldeias de origem.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) coordenou a escolta de dois ônibus que percorreram cerca de 500 quilômetros, com destino aos municípios de Amambai e Dourados, no Mato Grosso do Sul. A operação contou com apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR).

Investigações continuam

As autoridades seguem investigando os recrutadores e responsáveis pela fazenda onde os trabalhadores foram encontrados. O caso deve ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Justiça Federal.

O MTE reforçou que ações de fiscalização continuarão sendo realizadas em diferentes regiões do país para combater o trabalho escravo e o aliciamento de trabalhadores vulneráveis.