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Projeto quer que Prefeitura assuma calçadas em Curitiba

Hoje responsabilidade é dos proprietários; proposta cita falta de padrão e acessibilidade

Da redação
DA REDAÇÃO

28/04/2026 • 11:28 • Atualizado em 28/04/2026 • 11:28

Calçadas de Curitiba podem virar responsabilidade da Prefeitura

Calçadas de Curitiba podem virar responsabilidade da Prefeitura

Foto: Band Paraná

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba propõe que a Prefeitura passe a ser responsável pela construção e manutenção das calçadas na cidade.

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Atualmente, essa obrigação é dos proprietários dos imóveis, mesmo sendo estruturas localizadas em vias públicas.

A proposta é de autoria da vereadora Laís Leão, do PDT, e ainda será analisada pelas comissões antes de ir à votação em plenário.

Falta de padrão e acessibilidade

Segundo o texto, a mudança busca corrigir problemas recorrentes nas calçadas da capital, como falta de padronização, má conservação e dificuldade de circulação.

“Garantir que Curitiba seja acessível para todas as pessoas começa pelas calçadas. As pessoas precisam conseguir se locomover, independentemente de terem ou não alguma restrição de mobilidade. Precisamos garantir o direito básico de ir e vir”, argumenta Laís Leão.

Um levantamento feito pelo mandato em 2025 ouviu mais de 160 pessoas em diferentes regiões da cidade. Para 58% dos participantes, a principal reclamação é a falta de acessibilidade.

Impacto no dia a dia

A dificuldade de locomoção afeta principalmente pessoas com mobilidade reduzida. Em alguns casos, moradores precisam adaptar por conta própria o acesso às ruas.

Também são apontados obstáculos nas calçadas, como postes, lixeiras e árvores no meio da passagem, além de desníveis entre terrenos.

O que diz a legislação

De acordo com a justificativa do projeto, leis federais como o Estatuto da Pessoa com Deficiência e o Estatuto da Cidade atribuem ao poder público a responsabilidade por garantir acessibilidade em espaços urbanos.

Próximos passos

O projeto ainda precisa passar pelas comissões temáticas da Câmara Municipal. Se aprovado, o texto prevê prazo de 90 dias para começar a valer após a sanção.

A Prefeitura poderá definir regras, prazos e prioridades para a implementação da medida.

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