Na manhã de terça-feira (3), quedas de energia no distrito de Nova Santa Rosa do Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, provocaram transtornos a moradores e produtores rurais. Eles afirmam que as oscilações no fornecimento vêm causando prejuízos milionários e responsabilizam a Copel pelo problema.
Em uma das propriedades atingidas, uma criação de tilápias registrou a morte de cerca de 90 mil peixes após um dos apagões, o que teria provocado um prejuízo estimado em R$ 9 milhões, segundo relato apresentado em reportagem de televisão. O caso se tornou símbolo das reclamações dos produtores da região.
Um produtor rural diz ter contabilizado 17 apagões em apenas uma hora, durante a instabilidade registrada no início do dia. Ele relata que a variação constante de energia afeta equipamentos essenciais para a atividade no campo e compromete a segurança da produção.
Moradores e produtores do oeste do estado afirmam que as interrupções se tornaram mais frequentes em diferentes pontos da região. Eles relatam dificuldades para manter a rotina de trabalho e cobram uma solução definitiva da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Prejuízo em criação de tilápias
A perda das 90 mil tilápias ocorreu em uma propriedade rural da região de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. O produtor afirma que, sem estabilidade no fornecimento, a estrutura da criação fica vulnerável e não foi possível evitar a mortalidade dos animais durante a sequência de quedas de energia.
De acordo com os relatos colhidos na região, as interrupções repetidas deixam a produção em constante risco, principalmente em atividades que dependem de funcionamento contínuo, como a piscicultura. Produtores dizem temer novos prejuízos se o problema não for solucionado.
O que diz a Copel
Em nota, a Copel informou que o desligamento na região de Nova Santa Rosa do Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, na manhã de terça-feira (3), ocorreu por causa do rompimento de um cabo de energia. A companhia afirma que, durante a ocorrência, equipes fizeram a manutenção e executaram manobras na rede para religar o maior número possível de consumidores a partir de outra fonte de abastecimento.
A empresa também contesta a duração das interrupções relatadas. Segundo a Copel, o cliente citado na reportagem ficou sem energia por 17 minutos, entre 11h16 e 11h33, período em que o fornecimento permaneceu totalmente interrompido na propriedade.
A Copel ressalta ainda que "está investindo em novas tecnologias e procedimentos para manter suas redes operacionais". A companhia destaca que "as redes aéreas são suscetíveis a ações externas, como toque acidental de vegetação, entre outros", e afirma que segue atuando para garantir a continuidade do serviço na região oeste.
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