
Governador recebe lideranças empresariais para conhecer iniciativa contra violência à mulher
Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu, nesta segunda-feira (23), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, lideranças empresariais que apresentaram o movimento Curitiba - Violência Zero, iniciativa que busca ampliar a participação do setor privado no enfrentamento à violência contra a mulher.
O encontro reuniu representantes do núcleo Diretivo RH, que congrega executivos de 20 grandes companhias da capital paranaense, além da empresária Luiza Helena Trajano, presidente do grupo Mulheres do Brasil, que atua na defesa de políticas de igualdade de gênero em todo o país.
O movimento Curitiba - Violência Zero pretende envolver empresas em ações de prevenção e enfrentamento à violência, com iniciativas de conscientização interna, formação de lideranças e práticas de acolhimento às vítimas. A articulação conta com a parceria da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e da Prefeitura de Curitiba.
Paraná destaca queda nos feminicídios
Durante a reunião, Ratinho Junior apresentou as políticas públicas em curso no Paraná e ressaltou o trabalho da Polícia Militar no programa Mulher Segura, que promove palestras e conversas sobre violência de gênero. Segundo ele, a estratégia de prevenção e inteligência contribuiu para reduzir em 20% os feminicídios entre 2024 e 2025.
"Aqui no Paraná nós temos um trabalho importante com a nossa Polícia Militar, que é o programa Mulher Segura, que por meio de palestras e conversas aborda a temática da violência contra a mulher. A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para reduzir esse tipo de violência", afirmou o governador.
Para a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, o engajamento do setor privado representa um novo passo no enfrentamento ao problema, ao estender o alcance das ações para além do poder público. Ela avaliou que a participação das empresas ajuda a fortalecer políticas já existentes e a ampliar o debate.
"A gente precisa que cada vez mais a sociedade e também a iniciativa privada estejam junto conosco. Quando um grupo de empresas se organiza para enfrentar essa questão, isso fortalece as políticas públicas e ajuda a mudar uma questão cultural, que é a naturalização da violência contra a mulher", reforçou Leandre.
Projeto pode ser replicado em outras cidades
A secretária explicou que o governo estadual vai acompanhar os resultados do projeto em Curitiba para, futuramente, adaptar e replicar o modelo em outras cidades do Paraná, em parceria com prefeituras e entidades da sociedade civil.
A empresária Luiza Helena Trajano elogiou o trabalho desenvolvido pelo estado e destacou a importância da integração entre diferentes setores na proteção das mulheres. Segundo ela, o problema é global e exige mobilização conjunta de governos, empresas e sociedade.
"A violência contra a mulher é um problema no mundo inteiro. E quando se junta o social com a sociedade civil e com o governo, é muito melhor. O Governo do Paraná já tem muitos programas, e isso é muito importante. Agora estamos lançando uma iniciativa muito forte, que envolve também a iniciativa privada", afirmou.
"Quando uma mulher é morta, todo mundo perde. A família perde, os filhos carregam isso para a vida inteira. A sociedade precisa entrar nesta luta", acrescentou Luiza Trajano.
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